Capítulo 5
- Psiuuuuuuuu, fiquem quietas!!!!
- Eu não vou conseguir!!! Vou dar risada. Ana estava agachada perto da janela dos meninos, que tinham ido fazer trilha. A noite estava linda e estrelada. Mel era a primeira da fila. Todas estavam rindo baixinho. Estavam tensas. Nem todos os garotos tinham ido à trilha. Alguns já estavam dormindo. Teriam que ser ágeis e rápidas para ninguém as perceber. O saco com a lama estava pesado e tinham medo de que estourasse antes de conseguirem finalizar o plano. Entraram no quarto deitadas. Sem um pingo de dó, encheram de lama as chuteiras tão queridas dos garotos. Não poderiam jogar bola no dia seguinte e isso era bom, por que eles iriam acabar ficando com elas.
Na hora de ir embora, Luiza se demorou. As meninas faziam gestos desesperados para ela sair do quarto, mas a garota tinha que caprichar com as coisas de Ricardo. Colocou lama também em seu travesseiro. Ouviu um clique e uma luz se acendeu. Seu coração batia forte. Deitou embaixo de uma das camas. Alguém estava no banheiro. Ouviu o barulho da descarga e se segurava para não explodir de rir. Ouviu as meninas rindo também. Elas riam baixinho, o que a fez querer rir mais ainda.
Passados alguns minutos a luz se apagou e tudo voltou ao normal. Esperou mais um pouco e continuou a se rastejar. Quando saiu do quarto, se encontrou com as meninas e saíram correndo em disparada para o quarto. Ficaram acordadas quase a noite inteira rindo e comentando cada momento da vingança.
**********
- Ah não!!!! Luiza acordou com um salto.
- O que foi Luiza - Mel perguntou sonolenta.- São 4:30 da manhã. Quer dormir?!
- Meninas, meu relógio!!! Meu relógio!!!
- O que tem seu relógio?
- Não está no meu pulso!!!
- E daí?
- Eu estava com ele no quarto dos meninos!!! Deve ter soltado!!! E agora? Eles vão encontrar.
As meninas estavam com muito sono pra responder.
- Amanhã a gente pega depois do culto.
Luiza demorou para dormir de novo. Estava preocupada. Que vergonha não seria se os meninos a descobrissem!
Durante o café da manhã, todos os rapazes estavam reclamando da lama e acusando uns aos outros. As meninas se controlaram para não rir. Olhavam bem sérias umas para as outras. Deram um jeito de sair de fininho e correr até o quarto dos meninos para procurar o bendito relógio que havia sido deixado para trás. Luiza entrou no quarto vazio e se agachou pra procurar o relógio.
- Ah...ele está lá! Embaixo da cama do Alan! - disse baixinho engatinhando até a cama e olhando para as outras meninas que a aguardavam também agachadas na porta do quarto.
- Então corre. Pega logo - responderam.
Luiza estendia o braço para pegá-lo, mas sua mão não chegava até onde o relógio estava. Com algum esforço, alcançou o objeto. Quando ia se levantar, percebeu que as meninas não estavam mais na porta. Foi quando sentiu seu rosto esquentar e as pernas tremerem.
- Er....cof,cof...oi...
- Oi.. Oi, A... A-lan!!!
- O que você tá fazendo aqui, debaixo da minha cama? Alan perguntou devagar.
- Ah, essa é sua cama? Sabe o que é?... Luiza continuou no chão sem saber o que dizer.
- Não, não sei e não adianta inventar história que a sua cara já diz tudo.
- Já diz o que? Eu não entendo, eu só entrei aqui porque...porque eu tinha curiosidade de conhecer o quarto de vocês, entende?
- Não, não entendo, pra isso precisava até entrar debaixo da minha cama?
Ao se levantar, Luiza bateu a cabeça na cama de cima.
- Ai!!! Ah, Alan, é que conforme eu andava entre as beliches, meu relógio caiu e fui ver se não tava aqui...
- Sei, essa história tá muito mal contada, e dá pra perceber que aí tem coisa.
- Larga de ser desconfiado, não tem nada. Só curiosidades de meninas.
- Mas sabe que eu até gostei desse nosso encontro, nós ainda não tivemos a chance de ficarmos sozinhos nesse acampamento, temos que conversar... Alan colocou a toalha que carregava nos ombros em cima da cama, encostou-se no beliche e ficou de frente com Luiza.
- Sabe... eu tenho uma coisa muito importante para te falar.
- Então fale. Aproveite agora antes que alguém apareça.
Luiza tentava ao máximo disfarçar o nervosismo. Esse era o momento que ela desejava tanto. É claro que não nessas circunstâncias, mas para ela, já estava muito bom.
- Eu percebi que ontem no refeitório você saiu correndo. Depois eu fui perguntar para o Ricardo o que havia acontecido e ele me contou a história, você ficou chateada?
- E porque eu ficaria chateada?
- Não sei... você saiu de lá muito estranha... Foi por causa das coisas que ele disse?
- Onde você tá querendo chegar, Alan? Ele me disse que você tá a fim da Clau e só. Não vejo nada demais nisso.
Alan parou por um tempo e ficou olhando firmemente nos olhos de Luiza.
- Luz, sabe que eu nunca te magoaria, né?
- Não tenho tanta certeza assim – respondeu também olhando nos olhos de Alan.
- Lógico que não. E tem outra coisa que eu queria te dizer... Se aproximou de Luiza, encostou cada uma de suas mãos no beliche onde a garota estava, deixando-a presa em volta de seus braços, de costas para o beliche e aproximou-se dos lábios de seus lábios e disse:
- Você não me engana.
E, de repente, num movimento muito rápido, pegou uma bexiga cheia de água que estava na cama atrás de Luiza e estourou-a na cabeça dela.
- Vocês pensaram que a gente não iria descobrir quem encheu nosso quarto de lama, é?
- Alan!!! - Luiza saiu correndo e quando olhou para fora, viu uma guerra de bexigas. Quando passava pela porta, outra bexiga caiu em sua cabeça.
- Desculpa, Lú. Escapou da minha mão, sobe correndo, eles descobriram tudo. - gritava Kelly desesperada para tacar outras bexigas.
Luiza subiu correndo para ajudar suas amigas.
- Da próxima vez que invadirmos um quarto, vamos sem qualquer acessório. - falou Ana referindo-se ao relógio de Luiza.
A guerra durou até acabarem as bexigas. Todas as meninas entraram ensopadas para o quarto.
- Mas então, conseguiu achar o relógio? - perguntou Cláudia.
- Não, ou se esqueceram que vocês me deixaram sozinha com o Alan?
- Ah, era o Alan? A gente apenas escutou a porta do banheiro se abrindo, nem dava tempo de te avisar.
- Mas, e aí? Rolou alguma coisa? - Mel queria saber exatamente o que tinha acontecido.
- Rolou sim, apenas saí de lá ensopada. Luiza passou o resto do dia pensando no que o Alan quis dizer com aquela história de que nunca a magoaria. Após o banho desceu para o refeitório. Alan estava aguardando por ela na escada para sair dos quartos.
- Bem melhor agora, hein?! Ele a olhava sorrindo. Um sorriso de quem apronta e gosta do que aprontou. Luiza também estava sorrindo. Queria que Alan retomasse o assunto da conversa com Ricardo. Durante o banho, tinha pensado que se ele falasse novamente, ela responderia sinceramente que tinha ficado chateada com a possibilidade dele estar gostando de Claudia. Não tinha nada a perder.
- Você não vai me molhar de novo, vai? Estou sequinha.
- Não. Espero que você não esteja aprontando nada contra mim. Você é muito vingativa... Luiza deu apenas um sorriso.
- Bom, só vim trazer seu relógio de volta. Assim, a gente evita mais confronto. Alan sorriu mais uma vez, e, de leve, deu um abraço de lado, puxando-a apenas com um braços para perto dele.
Luiza não tinha fôlego. Estava decepcionada por não terem conversado mais, porém, aquele abraço a deixara atônita.
O culto atrasou um pouco, pois, por todos estarem ensopados, a maioria das pessoas foi trocar de roupas. O chão do acampamento estava colorido de tantas bexigas estouradas. Como sempre, o culto foi maravilhoso. Luiza estava se sentindo tão cheia de Deus. Todos estavam. O acampamento estava realmente muito bom. Chorou muito no culto ao ver que dois jovens que nunca tinham dado bola para a Palavra de Deus, haviam entregado suas vidas a Jesus. Se quebrantaram na presença do Senhor. Era tão lindo ver aquilo... Acabado o culto, correram para o refeitório.
Estavam todos famintos e ansiosos. Mais tarde teriam as gincanas entre grupos.
*********
- Corre, corre....vai rápido.
- Elas estão nos alcançando....
- Ai, minha perna tá doendo, não agüento mais.
Luiza e Mel corriam como loucas tentando chegar antes de Ana e Clau até o balde, onde deveriam pegar algumas balas que boiavam na água.
- Credo!!! Que nojento.
- Vai logo, leva a bala para o Renato.
Renato já estava a postos, ao lado de Alan. Depois de receberem a bala, deveriam correr até o lago, depositá-la em outra vasilha e tentar dar uma mordida na maça que estava pendurada na pequena ilha no meio do lago. Renato não estava correndo muito rápido e o time de Luiza acabou perdendo aquela gincana. Assim passaram a tarde toda disputando qual seria o melhor grupo. Quando escureceu um pouco, caíram todos na piscina e ficaram rindo e conversando até anoitecer. Estava ótimo. Alan pegou o violão e, de fora da piscina, tocava algumas músicas para todos cantarem.
- Vamos pessoal. Cada uma para seu quarto, vamos nos arrumar para o jantar. Quero ver todo mundo a caráter. - Léo tentava fazer com que eles saíssem da piscina. Com muito custo, conseguiu e foram tomar banho.
Enquanto as outras meninas tomavam banho, Luiza ficou ao lado de Kelly na varanda que tinha em frente ao quarto delas.
- Como estão as coisas com você e Jeff?
- Estão ótimas. Ele é muito bom pra mim, sabe?
- Que legal. Ele deve ser mesmo, por que nem tivemos muito tempo para conversar aqui...
- Ah...desculpe, mas ele é tão fofo...
- Aproveita. Eu espero realmente que o namoro de vocês de certo. É tão bom quando a gente pode confirmar o quanto Deus é bom, não é? Veja, ele tem um propósito em tudo. Esse namoro já estava nos planos dEle e é tão bom quando as coisas acontecem naturalmente.
- É verdade, Lú. Você não precisa tentar forçar nada. Quero dizer, eu sei que você não está forçando e nem tem a intenção de fazer isso, mas, é só pra dizer, porque eu aprendi isso. Você se lembra de como eu era, não? Depois que deixei de tentar fazer as coisas, dei espaço para Deus trabalhar. Acho que Deus quer que você saiba disso. No tempo certo, tudo vai se encaixar e todos esses sentimentos vão se acalmar. Eu amo você, Luiza. Obrigada mais uma vez pela sua amizade.
Entraram para tomar banho e Luiza pensou bastante no como Deus trabalhava na sua vida. Ali mesmo no chuveiro, teve um momento de intimidade com Deus. Agradeceu a Ele por tudo que pôde se lembrar.
A noite estava linda e, até o momento, silenciosa. Só se ouvia o barulho dos grilos. Do banheiro, Luiza podia ver que tinha uma luz diferente lá fora. O que será que estariam preparando?
Para as meninas se arrumarem, foi aquela correria de sempre. Luiza já estava pronta e, ainda no clima de comunhão com Deus, saiu do quarto indo para o refeitório, onde iriam jantar. Queria continuar cantando e conversando com Deus.
Luiza estava linda. Teriam um jantar havaiano. Seus cabelos ainda estavam molhados. Pendurou uma florzinha do lado da orelha. Vestia uma canga colorida e uma blusinha amarela. De longe, avistou Alan, que estava como sempre esteve, tinha apenas caprichado um pouco mais. Sua camisa era azul escura com umas flores brancas e sua bermuda também era branca. Alan também tinha acabado de sair do banho.
Luiza não acreditava no quanto estava bonito lá fora. A piscina estava rodeada de tochinhas feitas de bambu que iluminavam o local. Tinham mesa de frutas por todos os lados. A ilha do lago também estava decorada e resolveu sentar lá um pouco e ficar sozinha. Gostava daquilo. Orou e cantou louvores antigos, que causaram nela sensações gostosas. Se lembrou de vários momentos de sua vida e notou, pela primeira vez, como cada louvor fazia parte de sua vida.
- Posso sentar? Alan estava bem atrás da garota e falou baixinho, ao perceber que ela estava em um momento particular.
- Oi, Alan. Senta aí. – respondeu, sorrindo.
Por alguns instantes, ficaram em silêncio.
- Eu...
- Eu...
Falaram juntos.
- Fala você primeiro.
- Eu ia te contar que estava tendo um momento muito gostoso diante de Deus.
- E eu atrapalhei? – perguntou Alan com um sorriso de lado. Era incrível como ele era confiante em si mesmo. Ele sabia que não estava atrapalhando de forma alguma. Luiza deu um sorriso para o rapaz:
- Você sabe que não está, não é? Alan deu uma risada confirmando o que Luiza acabara de dizer.
- Agora é sua vez de falar, bonitão.
- Eu..eu...não sei o que eu ia falar. Só queria falar puxar qualquer assunto...obrigada pelo bonitão.
- Eu estou feliz por você ter voltado para o Brasil. Não sei se tinha te dito isso e sei que isso vai te deixar mais convencido, mas achei que era hora de dizer isso.
Alan sorriu como forma de agradecimento, mas foi ficando mais sério na medida em que respondia:
- É eu também estou feliz. Acho que nem me lembrava do que era ser feliz. Luiza também ficou séria. Olhava bem dentro dos olhos de Alan. Os olhares ficaram fixos um no outro por alguns segundos. Nenhuma palavra que pudessem ter dito seria tão profunda quanto aquele olhar.
- Você se lembra que no dia em que eu fui embora, tinha dito que precisava falar com você?
- É verdade... me lembro, só que eu não pude ir, só liguei no seu celular, não foi?
- Foi. Pois então, eu tinha que te dizer uma coisa desde daquele tempo.
- Ah é? Ainda bem que me esqueci disso naquela época. Com certeza, não conseguiria agüentar de curiosidade. Teria que pegar o avião com você só para ouvir o que tinha para me dizer. Mas e então? O que era?
- Ah...você nem imagina?
- Não. O que era?
- O que você pensou que pudesse ser naquele dia?
- Não sei, Alan. Sei lá. Mas fala logo.
- Mas que curiosidade... Não sabe que as coisas se tornam mais gostosas assim?
- Como assim?
- Devagarzinho, com um ar de suspense...
Luiza não agüentava mais a enrolação de Alan: "O que será que ele tem para dizer? Deve ser algo muito importante, se desde a sua viagem precisava conversar comigo.”
- Lú, você é a única pessoa com quem...
- Oi, gente, estávamos procurando vocês. - disse Paulo com ar de quem havia caminhado muito.
"Eu não acredito que esses dois tontos, não percebem que estão sendo inconvenientes".
- É, galera, vai começar o show de talentos.- falou Ricardo.
- Alan, você vai tocar, estão te esperando lá.
- Nossa, tinha me esquecido, depois a gente se fala Lú. – disse já correndo junto aos outros.
- Como os homens podem ser tão insensíveis, não percebem as coisas, mais uma vez, fico eu aqui na vontade, sem saber o que o Alan queria, sem poder expressar o que eu estou sentindo por ele. Quem fim levará este acampamento, meu Deus? – disse Luiza em voz alta. Imediatamente ficou preocupada de ter falado alto demais. Ficou mais um tempo sentada, admirando a decoração que haviam feito ao redor do lago, quando escutou o som dos instrumentos na tenda.
- Aiiiiiiiiiiii, esqueci, eu vou dançar. - saiu correndo, esquecendo os chinelos.
**********
"Tens transformado, meu pranto em festa,
Tens transformado, minha tristeza em alegriaaaaaa!!!".
O som da bateria e da guitarra ecoava na tenda, Luiza nem conseguia ver o palco de tanta gente pulando, dançando e cantando.
- Kellyyyyyyy!!! - gritou Luiza, o som era muito alto.
- Oi, Lú, onde você se meteu? As meninas do seu grupo estavam feito loucas atrás de você.
- Cadê elas? Eu havia me esquecido que a gente ia dançar.
- Eu acho que elas estão já se posicionando atrás do palco.
- Tchauzinho, fui!!!!
Luiza chegou atrás do “palco”, as meninas estavam orando.
- Amém. - disse Kátia, a líder do grupo, e quem estava fazendo a oração.
- Amém. - disseram as outras.
- Olha quem apareceu. - falou Kátia com um tom meio de nervosa.
- Desculpa, gente.
- Sem crises, vai se vestir correndo.
Luiza seria a principal da dança, pois era a única que dançava desde pequena, por isso tinha mais leveza. "Senhor me desculpe por ter esquecido do ensaio, mas que agora eu possa fazer a diferença, ali, naquele palco, que através da minha dança, vidas possam ser tocadas".
Aguardaram os violões começaram a tocar e todas entraram, menos Luiza que entraria quando começassem a cantar. Ana e Fernanda já estavam dispostas no palco para cantarem. As duas tinham vozes doces, faziam um dueto perfeito.
"Seja o centro, seja o tudo, em meu coração, Senhor.
Seja a vida em meu peito, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."
Luiza entrou dançando, seus passos eram de uma leveza, que parecia que estava sendo guiada pelas mãos do Pai.
"Seja o sol, que me aquece, em meu coração, Senhor.
Seja a força que me sustenta, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."
Alan não desgrudava os olhos de Luiza. Ela estava linda, com um vestido leve, um arco de folhas secas na cabeça, e com os movimentos que fazia, parecia um anjo. As luzes iluminavam seus cabelos, e junto com os movimentos, Luiza cantava com um fervor. Quando terminou, a tenda se encontrava numa unção, não havia ninguém ali, que não houvesse sido tocado pelo Senhor, realmente Luiza havia dançado de uma forma diferente, ela expressou totalmente o que a música passava.
Após o show de talentos que havia virado um culto, Luiza estava conversando com as meninas quando Alan se aproximou e pediu que ela fosse conversar com ele. Alan estava ligeiramente nervoso, o que fez com que Luiza também ficasse. Se lembrou que havia deixado o chinelo na ilha do lago. Sentiu um friozinho na barriga. Sabia que aquela hora alguma coisa iria acontecer.
- Vamos conversar sim. Será que agora a gente consegue?
- Onde a gente pode ir?
- Eu esqueci meu chinelo lá no lago. Vamos pegar?
- Eu não vou conseguir!!! Vou dar risada. Ana estava agachada perto da janela dos meninos, que tinham ido fazer trilha. A noite estava linda e estrelada. Mel era a primeira da fila. Todas estavam rindo baixinho. Estavam tensas. Nem todos os garotos tinham ido à trilha. Alguns já estavam dormindo. Teriam que ser ágeis e rápidas para ninguém as perceber. O saco com a lama estava pesado e tinham medo de que estourasse antes de conseguirem finalizar o plano. Entraram no quarto deitadas. Sem um pingo de dó, encheram de lama as chuteiras tão queridas dos garotos. Não poderiam jogar bola no dia seguinte e isso era bom, por que eles iriam acabar ficando com elas.
Na hora de ir embora, Luiza se demorou. As meninas faziam gestos desesperados para ela sair do quarto, mas a garota tinha que caprichar com as coisas de Ricardo. Colocou lama também em seu travesseiro. Ouviu um clique e uma luz se acendeu. Seu coração batia forte. Deitou embaixo de uma das camas. Alguém estava no banheiro. Ouviu o barulho da descarga e se segurava para não explodir de rir. Ouviu as meninas rindo também. Elas riam baixinho, o que a fez querer rir mais ainda.
Passados alguns minutos a luz se apagou e tudo voltou ao normal. Esperou mais um pouco e continuou a se rastejar. Quando saiu do quarto, se encontrou com as meninas e saíram correndo em disparada para o quarto. Ficaram acordadas quase a noite inteira rindo e comentando cada momento da vingança.
**********
- Ah não!!!! Luiza acordou com um salto.
- O que foi Luiza - Mel perguntou sonolenta.- São 4:30 da manhã. Quer dormir?!
- Meninas, meu relógio!!! Meu relógio!!!
- O que tem seu relógio?
- Não está no meu pulso!!!
- E daí?
- Eu estava com ele no quarto dos meninos!!! Deve ter soltado!!! E agora? Eles vão encontrar.
As meninas estavam com muito sono pra responder.
- Amanhã a gente pega depois do culto.
Luiza demorou para dormir de novo. Estava preocupada. Que vergonha não seria se os meninos a descobrissem!
Durante o café da manhã, todos os rapazes estavam reclamando da lama e acusando uns aos outros. As meninas se controlaram para não rir. Olhavam bem sérias umas para as outras. Deram um jeito de sair de fininho e correr até o quarto dos meninos para procurar o bendito relógio que havia sido deixado para trás. Luiza entrou no quarto vazio e se agachou pra procurar o relógio.
- Ah...ele está lá! Embaixo da cama do Alan! - disse baixinho engatinhando até a cama e olhando para as outras meninas que a aguardavam também agachadas na porta do quarto.
- Então corre. Pega logo - responderam.
Luiza estendia o braço para pegá-lo, mas sua mão não chegava até onde o relógio estava. Com algum esforço, alcançou o objeto. Quando ia se levantar, percebeu que as meninas não estavam mais na porta. Foi quando sentiu seu rosto esquentar e as pernas tremerem.
- Er....cof,cof...oi...
- Oi.. Oi, A... A-lan!!!
- O que você tá fazendo aqui, debaixo da minha cama? Alan perguntou devagar.
- Ah, essa é sua cama? Sabe o que é?... Luiza continuou no chão sem saber o que dizer.
- Não, não sei e não adianta inventar história que a sua cara já diz tudo.
- Já diz o que? Eu não entendo, eu só entrei aqui porque...porque eu tinha curiosidade de conhecer o quarto de vocês, entende?
- Não, não entendo, pra isso precisava até entrar debaixo da minha cama?
Ao se levantar, Luiza bateu a cabeça na cama de cima.
- Ai!!! Ah, Alan, é que conforme eu andava entre as beliches, meu relógio caiu e fui ver se não tava aqui...
- Sei, essa história tá muito mal contada, e dá pra perceber que aí tem coisa.
- Larga de ser desconfiado, não tem nada. Só curiosidades de meninas.
- Mas sabe que eu até gostei desse nosso encontro, nós ainda não tivemos a chance de ficarmos sozinhos nesse acampamento, temos que conversar... Alan colocou a toalha que carregava nos ombros em cima da cama, encostou-se no beliche e ficou de frente com Luiza.
- Sabe... eu tenho uma coisa muito importante para te falar.
- Então fale. Aproveite agora antes que alguém apareça.
Luiza tentava ao máximo disfarçar o nervosismo. Esse era o momento que ela desejava tanto. É claro que não nessas circunstâncias, mas para ela, já estava muito bom.
- Eu percebi que ontem no refeitório você saiu correndo. Depois eu fui perguntar para o Ricardo o que havia acontecido e ele me contou a história, você ficou chateada?
- E porque eu ficaria chateada?
- Não sei... você saiu de lá muito estranha... Foi por causa das coisas que ele disse?
- Onde você tá querendo chegar, Alan? Ele me disse que você tá a fim da Clau e só. Não vejo nada demais nisso.
Alan parou por um tempo e ficou olhando firmemente nos olhos de Luiza.
- Luz, sabe que eu nunca te magoaria, né?
- Não tenho tanta certeza assim – respondeu também olhando nos olhos de Alan.
- Lógico que não. E tem outra coisa que eu queria te dizer... Se aproximou de Luiza, encostou cada uma de suas mãos no beliche onde a garota estava, deixando-a presa em volta de seus braços, de costas para o beliche e aproximou-se dos lábios de seus lábios e disse:
- Você não me engana.
E, de repente, num movimento muito rápido, pegou uma bexiga cheia de água que estava na cama atrás de Luiza e estourou-a na cabeça dela.
- Vocês pensaram que a gente não iria descobrir quem encheu nosso quarto de lama, é?
- Alan!!! - Luiza saiu correndo e quando olhou para fora, viu uma guerra de bexigas. Quando passava pela porta, outra bexiga caiu em sua cabeça.
- Desculpa, Lú. Escapou da minha mão, sobe correndo, eles descobriram tudo. - gritava Kelly desesperada para tacar outras bexigas.
Luiza subiu correndo para ajudar suas amigas.
- Da próxima vez que invadirmos um quarto, vamos sem qualquer acessório. - falou Ana referindo-se ao relógio de Luiza.
A guerra durou até acabarem as bexigas. Todas as meninas entraram ensopadas para o quarto.
- Mas então, conseguiu achar o relógio? - perguntou Cláudia.
- Não, ou se esqueceram que vocês me deixaram sozinha com o Alan?
- Ah, era o Alan? A gente apenas escutou a porta do banheiro se abrindo, nem dava tempo de te avisar.
- Mas, e aí? Rolou alguma coisa? - Mel queria saber exatamente o que tinha acontecido.
- Rolou sim, apenas saí de lá ensopada. Luiza passou o resto do dia pensando no que o Alan quis dizer com aquela história de que nunca a magoaria. Após o banho desceu para o refeitório. Alan estava aguardando por ela na escada para sair dos quartos.
- Bem melhor agora, hein?! Ele a olhava sorrindo. Um sorriso de quem apronta e gosta do que aprontou. Luiza também estava sorrindo. Queria que Alan retomasse o assunto da conversa com Ricardo. Durante o banho, tinha pensado que se ele falasse novamente, ela responderia sinceramente que tinha ficado chateada com a possibilidade dele estar gostando de Claudia. Não tinha nada a perder.
- Você não vai me molhar de novo, vai? Estou sequinha.
- Não. Espero que você não esteja aprontando nada contra mim. Você é muito vingativa... Luiza deu apenas um sorriso.
- Bom, só vim trazer seu relógio de volta. Assim, a gente evita mais confronto. Alan sorriu mais uma vez, e, de leve, deu um abraço de lado, puxando-a apenas com um braços para perto dele.
Luiza não tinha fôlego. Estava decepcionada por não terem conversado mais, porém, aquele abraço a deixara atônita.
O culto atrasou um pouco, pois, por todos estarem ensopados, a maioria das pessoas foi trocar de roupas. O chão do acampamento estava colorido de tantas bexigas estouradas. Como sempre, o culto foi maravilhoso. Luiza estava se sentindo tão cheia de Deus. Todos estavam. O acampamento estava realmente muito bom. Chorou muito no culto ao ver que dois jovens que nunca tinham dado bola para a Palavra de Deus, haviam entregado suas vidas a Jesus. Se quebrantaram na presença do Senhor. Era tão lindo ver aquilo... Acabado o culto, correram para o refeitório.
Estavam todos famintos e ansiosos. Mais tarde teriam as gincanas entre grupos.
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- Corre, corre....vai rápido.
- Elas estão nos alcançando....
- Ai, minha perna tá doendo, não agüento mais.
Luiza e Mel corriam como loucas tentando chegar antes de Ana e Clau até o balde, onde deveriam pegar algumas balas que boiavam na água.
- Credo!!! Que nojento.
- Vai logo, leva a bala para o Renato.
Renato já estava a postos, ao lado de Alan. Depois de receberem a bala, deveriam correr até o lago, depositá-la em outra vasilha e tentar dar uma mordida na maça que estava pendurada na pequena ilha no meio do lago. Renato não estava correndo muito rápido e o time de Luiza acabou perdendo aquela gincana. Assim passaram a tarde toda disputando qual seria o melhor grupo. Quando escureceu um pouco, caíram todos na piscina e ficaram rindo e conversando até anoitecer. Estava ótimo. Alan pegou o violão e, de fora da piscina, tocava algumas músicas para todos cantarem.
- Vamos pessoal. Cada uma para seu quarto, vamos nos arrumar para o jantar. Quero ver todo mundo a caráter. - Léo tentava fazer com que eles saíssem da piscina. Com muito custo, conseguiu e foram tomar banho.
Enquanto as outras meninas tomavam banho, Luiza ficou ao lado de Kelly na varanda que tinha em frente ao quarto delas.
- Como estão as coisas com você e Jeff?
- Estão ótimas. Ele é muito bom pra mim, sabe?
- Que legal. Ele deve ser mesmo, por que nem tivemos muito tempo para conversar aqui...
- Ah...desculpe, mas ele é tão fofo...
- Aproveita. Eu espero realmente que o namoro de vocês de certo. É tão bom quando a gente pode confirmar o quanto Deus é bom, não é? Veja, ele tem um propósito em tudo. Esse namoro já estava nos planos dEle e é tão bom quando as coisas acontecem naturalmente.
- É verdade, Lú. Você não precisa tentar forçar nada. Quero dizer, eu sei que você não está forçando e nem tem a intenção de fazer isso, mas, é só pra dizer, porque eu aprendi isso. Você se lembra de como eu era, não? Depois que deixei de tentar fazer as coisas, dei espaço para Deus trabalhar. Acho que Deus quer que você saiba disso. No tempo certo, tudo vai se encaixar e todos esses sentimentos vão se acalmar. Eu amo você, Luiza. Obrigada mais uma vez pela sua amizade.
Entraram para tomar banho e Luiza pensou bastante no como Deus trabalhava na sua vida. Ali mesmo no chuveiro, teve um momento de intimidade com Deus. Agradeceu a Ele por tudo que pôde se lembrar.
A noite estava linda e, até o momento, silenciosa. Só se ouvia o barulho dos grilos. Do banheiro, Luiza podia ver que tinha uma luz diferente lá fora. O que será que estariam preparando?
Para as meninas se arrumarem, foi aquela correria de sempre. Luiza já estava pronta e, ainda no clima de comunhão com Deus, saiu do quarto indo para o refeitório, onde iriam jantar. Queria continuar cantando e conversando com Deus.
Luiza estava linda. Teriam um jantar havaiano. Seus cabelos ainda estavam molhados. Pendurou uma florzinha do lado da orelha. Vestia uma canga colorida e uma blusinha amarela. De longe, avistou Alan, que estava como sempre esteve, tinha apenas caprichado um pouco mais. Sua camisa era azul escura com umas flores brancas e sua bermuda também era branca. Alan também tinha acabado de sair do banho.
Luiza não acreditava no quanto estava bonito lá fora. A piscina estava rodeada de tochinhas feitas de bambu que iluminavam o local. Tinham mesa de frutas por todos os lados. A ilha do lago também estava decorada e resolveu sentar lá um pouco e ficar sozinha. Gostava daquilo. Orou e cantou louvores antigos, que causaram nela sensações gostosas. Se lembrou de vários momentos de sua vida e notou, pela primeira vez, como cada louvor fazia parte de sua vida.
- Posso sentar? Alan estava bem atrás da garota e falou baixinho, ao perceber que ela estava em um momento particular.
- Oi, Alan. Senta aí. – respondeu, sorrindo.
Por alguns instantes, ficaram em silêncio.
- Eu...
- Eu...
Falaram juntos.
- Fala você primeiro.
- Eu ia te contar que estava tendo um momento muito gostoso diante de Deus.
- E eu atrapalhei? – perguntou Alan com um sorriso de lado. Era incrível como ele era confiante em si mesmo. Ele sabia que não estava atrapalhando de forma alguma. Luiza deu um sorriso para o rapaz:
- Você sabe que não está, não é? Alan deu uma risada confirmando o que Luiza acabara de dizer.
- Agora é sua vez de falar, bonitão.
- Eu..eu...não sei o que eu ia falar. Só queria falar puxar qualquer assunto...obrigada pelo bonitão.
- Eu estou feliz por você ter voltado para o Brasil. Não sei se tinha te dito isso e sei que isso vai te deixar mais convencido, mas achei que era hora de dizer isso.
Alan sorriu como forma de agradecimento, mas foi ficando mais sério na medida em que respondia:
- É eu também estou feliz. Acho que nem me lembrava do que era ser feliz. Luiza também ficou séria. Olhava bem dentro dos olhos de Alan. Os olhares ficaram fixos um no outro por alguns segundos. Nenhuma palavra que pudessem ter dito seria tão profunda quanto aquele olhar.
- Você se lembra que no dia em que eu fui embora, tinha dito que precisava falar com você?
- É verdade... me lembro, só que eu não pude ir, só liguei no seu celular, não foi?
- Foi. Pois então, eu tinha que te dizer uma coisa desde daquele tempo.
- Ah é? Ainda bem que me esqueci disso naquela época. Com certeza, não conseguiria agüentar de curiosidade. Teria que pegar o avião com você só para ouvir o que tinha para me dizer. Mas e então? O que era?
- Ah...você nem imagina?
- Não. O que era?
- O que você pensou que pudesse ser naquele dia?
- Não sei, Alan. Sei lá. Mas fala logo.
- Mas que curiosidade... Não sabe que as coisas se tornam mais gostosas assim?
- Como assim?
- Devagarzinho, com um ar de suspense...
Luiza não agüentava mais a enrolação de Alan: "O que será que ele tem para dizer? Deve ser algo muito importante, se desde a sua viagem precisava conversar comigo.”
- Lú, você é a única pessoa com quem...
- Oi, gente, estávamos procurando vocês. - disse Paulo com ar de quem havia caminhado muito.
"Eu não acredito que esses dois tontos, não percebem que estão sendo inconvenientes".
- É, galera, vai começar o show de talentos.- falou Ricardo.
- Alan, você vai tocar, estão te esperando lá.
- Nossa, tinha me esquecido, depois a gente se fala Lú. – disse já correndo junto aos outros.
- Como os homens podem ser tão insensíveis, não percebem as coisas, mais uma vez, fico eu aqui na vontade, sem saber o que o Alan queria, sem poder expressar o que eu estou sentindo por ele. Quem fim levará este acampamento, meu Deus? – disse Luiza em voz alta. Imediatamente ficou preocupada de ter falado alto demais. Ficou mais um tempo sentada, admirando a decoração que haviam feito ao redor do lago, quando escutou o som dos instrumentos na tenda.
- Aiiiiiiiiiiii, esqueci, eu vou dançar. - saiu correndo, esquecendo os chinelos.
**********
"Tens transformado, meu pranto em festa,
Tens transformado, minha tristeza em alegriaaaaaa!!!".
O som da bateria e da guitarra ecoava na tenda, Luiza nem conseguia ver o palco de tanta gente pulando, dançando e cantando.
- Kellyyyyyyy!!! - gritou Luiza, o som era muito alto.
- Oi, Lú, onde você se meteu? As meninas do seu grupo estavam feito loucas atrás de você.
- Cadê elas? Eu havia me esquecido que a gente ia dançar.
- Eu acho que elas estão já se posicionando atrás do palco.
- Tchauzinho, fui!!!!
Luiza chegou atrás do “palco”, as meninas estavam orando.
- Amém. - disse Kátia, a líder do grupo, e quem estava fazendo a oração.
- Amém. - disseram as outras.
- Olha quem apareceu. - falou Kátia com um tom meio de nervosa.
- Desculpa, gente.
- Sem crises, vai se vestir correndo.
Luiza seria a principal da dança, pois era a única que dançava desde pequena, por isso tinha mais leveza. "Senhor me desculpe por ter esquecido do ensaio, mas que agora eu possa fazer a diferença, ali, naquele palco, que através da minha dança, vidas possam ser tocadas".
Aguardaram os violões começaram a tocar e todas entraram, menos Luiza que entraria quando começassem a cantar. Ana e Fernanda já estavam dispostas no palco para cantarem. As duas tinham vozes doces, faziam um dueto perfeito.
"Seja o centro, seja o tudo, em meu coração, Senhor.
Seja a vida em meu peito, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."
Luiza entrou dançando, seus passos eram de uma leveza, que parecia que estava sendo guiada pelas mãos do Pai.
"Seja o sol, que me aquece, em meu coração, Senhor.
Seja a força que me sustenta, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."
Alan não desgrudava os olhos de Luiza. Ela estava linda, com um vestido leve, um arco de folhas secas na cabeça, e com os movimentos que fazia, parecia um anjo. As luzes iluminavam seus cabelos, e junto com os movimentos, Luiza cantava com um fervor. Quando terminou, a tenda se encontrava numa unção, não havia ninguém ali, que não houvesse sido tocado pelo Senhor, realmente Luiza havia dançado de uma forma diferente, ela expressou totalmente o que a música passava.
Após o show de talentos que havia virado um culto, Luiza estava conversando com as meninas quando Alan se aproximou e pediu que ela fosse conversar com ele. Alan estava ligeiramente nervoso, o que fez com que Luiza também ficasse. Se lembrou que havia deixado o chinelo na ilha do lago. Sentiu um friozinho na barriga. Sabia que aquela hora alguma coisa iria acontecer.
- Vamos conversar sim. Será que agora a gente consegue?
- Onde a gente pode ir?
- Eu esqueci meu chinelo lá no lago. Vamos pegar?

2 Comments:
Oi Karine! Que bom q vc tá gostando... é bem legal escrever e colocar no papel tudo o que a gente gostaria q acontecesse com a gente....hahaha...
Coloquei 2 novos capítulos!
Bjooo
Muito interessante este suspense romântico que rola entre Luiz e Alan. Coisas que realmente acontecem. Justamente naqueles momentos que a gente está mais ansioso, com uma luta interna pra vencer as dificuldades sentimentais, aparece alguém muito sem sensibilidade a atrapalha tudo. É muito chato, mas são coisas da vida.
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