<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130</id><updated>2011-04-21T14:16:24.201-07:00</updated><title type='text'>Luiza</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115211224439007065</id><published>2006-07-05T08:08:00.000-07:00</published><updated>2006-07-05T08:10:44.406-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 7 (e último...snif...)</title><content type='html'>A noite continuou da mesma forma. Alan sentado com Amanda, olhando para Luiza de vez em quando. Luiza se levantou e foi procurar Camila.&lt;br /&gt;- Obrigada, viu... bela foto que você tirou deles...&lt;br /&gt;- Uh...benzinho...não se preocupe não. A parede vai sair linda...- Camila deu um sorriso maldoso.&lt;br /&gt;- O que você fez? Luiza já perguntou dando risada.&lt;br /&gt;- Ué...eu avisei que não sabia tirar fotos, não avisei?&lt;br /&gt;- E...?&lt;br /&gt;- Eu acho que perdi o foco e acabei tirando só da parede....que pena...&lt;br /&gt;Luiza saiu sorrindo. Que surpresa que Amanda teria ao ver que sua bela foto não tinha ficado tão bela assim... Pegou sua bolsa, se despediu das meninas e foi saindo. Estava cansada e com vontade de chorar. Alan a seguiu com o olhar. Foi andando em direção ao carro e procurando a chave na bagunçada bolsa. Não conseguia achar e isso a fez ficar irritada e com mais vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu odeio isso, sabia? Queria voltar a ser criança. Essa história de ficar como uma montanha-russa não é legal. Uma hora eu sei que ele me quer, outra hora parece que sou a última pessoa do mundo. E como vou embora se não encontrar essa bendita chave?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Finalmente achou! O forro de sua bolsa havia rasgado e a chave caíra entre o forro e o couro da bolsa. Enquanto abria o carro Alan se aproximou.&lt;br /&gt;- Lú...&lt;br /&gt;- Oi? Luiza virou-se assustada com a presença inesperada de Alan.&lt;br /&gt;- Desculpa te assustar. Você já vai?&lt;br /&gt;- Já, eu tô meio cansada, eu cheguei aqui mais cedo pra dar uma arrumada nas coisas. - Luiza estava desapontada com o que tinha ocorrido lá dentro.&lt;br /&gt;- Foi você quem agitou pra tudo isso acontecer? A festa, a decoração...&lt;br /&gt;- Não exatamente, as meninas do Amana me ajudaram com a decoração. Na realidade eu só reservei as mesas.&lt;br /&gt;- Estava tudo muito bom. Obrigado pela surpresa.&lt;br /&gt;Alan calou-se e voltou-se para o mar. Ficou alguns segundos a admirar as ondas que se formavam. Luiza permanecia segurando a chave do carro e também olhou em direção ao mar.&lt;br /&gt;- Vamos dar uma caminhada?&lt;br /&gt;- Eu não sei, eu tô muito cansada. – Luiza não queria se iludir mais com Alan.&lt;br /&gt;- Só cinco minutinhos - insistiu Alan.&lt;br /&gt;- Tá certo então – Luiza tirou os sapatos, jogou-os no carro e acompanhou o rapaz, que já tinha dado uns passos a frente. Ao fechar a porta do carro, notou que Déia estava na sacada do Amana Beach observando-os. Andréia sorriu para a garota e fez sinal para que ela acompanhasse logo o garoto. Luiza se apressou e alcançou Alan. Não achou ruim que ele já tivesse dado alguns passos à sua frente. Sabia que ele estava bem pensativo e se perguntava o que ele estaria por dizer.&lt;br /&gt;- Essa brisa do mar é a melhor coisa que existe, eu sempre digo que é...&lt;br /&gt;- ...o sopro de Deus – disseram os dois juntos.&lt;br /&gt;- Acho que estou me tornando repetitivo. – disse Alan com os olhos fixos no mar.&lt;br /&gt;- E eu me tornando uma pessoa que dá muita importância às coisas que você costuma dizer – disse Luiza, também olhando fixamente para o mar. A brisa do mar batia em seus cabelos, fazendo-os esvoaçar levemente enquanto falavam. Alan apenas olhou para Luiza e voltou a andar devagar. Caminharam pela praia em silêncio, até chegarem às pedras.&lt;br /&gt;- Costumávamos vir aqui para brincar de esconde-esconde, lembra? – perguntou Alan.&lt;br /&gt;- Claro. Essas pedras marcaram minhas pernas.&lt;br /&gt;- Pra mim elas marcaram outra coisa. Um beijo que dei em uma garotinha – disse Alan coçando levemente o pescoço.&lt;br /&gt;- Aquilo não foi exatamente um beijo, foi um selinho, mas tão rápido que acho que nem selinho era, e além do mais, foi forçado, seus amiguinhos fizeram uma aposta que você tinha que me beijar, senão tinha que pagar durante um mês sorvete para eles.&lt;br /&gt;- Nossa, é mesmo. E não ia ser fácil, eram dez meninos – disse Alan dando risadas.&lt;br /&gt;O silêncio voltou e resolveram retornar. Voltaram conversando sobre as brincadeiras que costumavam fazer na praia.&lt;br /&gt;- É... foi bom nosso passeio – Luiza fitou o rapaz que ainda estava lindo, mesmo descalço e com o cabelo bagunçado.&lt;br /&gt;- Obrigado pela companhia.&lt;br /&gt;Alan abaixou a cabeça, enquanto Luiza abria a porta do carro.&lt;br /&gt;- Lú, espera aí. – disse Alan segurando o braço da garota.&lt;br /&gt;Luiza virou-se rapidamente.&lt;br /&gt;- Alan, acho me...- não terminou de falar, Alan tocou seu rosto e beijou-a. Luiza lutava com si mesma. Uma parte dela queria continuar beijando, outra, queria parar e perguntar o que ele queria, afinal.&lt;br /&gt;- Alan...&lt;br /&gt;- Eu vou te explicar. - Alan respondeu sem parar de beijá-la.&lt;br /&gt;O barulho do mar e a noite fresca formavam um ambiente perfeito para os dois. Apesar das dúvidas, Luiza queria estar exatamente naquele lugar. Sentia que o coração de Alan estava naquele beijo.&lt;br /&gt;- A gente pode conversar amanhã? Alan estava com a expressão preocupada.&lt;br /&gt;- Tá bom. Você me liga?&lt;br /&gt;- Eu te ligo hoje quando chegar em casa.&lt;br /&gt;- Você vai na Escola Dominical?&lt;br /&gt;- Acho que sim. Espero que eu acorde.&lt;br /&gt;Ao entrar no carro, Luiza nem se lembrava de como se dirigia. Parecia que estava sonhando.&lt;br /&gt;- Valeu por hoje.&lt;br /&gt;Luiza suspirou. Não sabia o que responder.&lt;br /&gt;- Não se preocupa Lú. Você vai entender...&lt;br /&gt;- Espero que sim...&lt;br /&gt;Luiza foi dirigindo devagar. Parecia estar digerindo tudo o que tinha acontecido. Sua mente estava voando. Não sabia o que pensar, não sabia se tinha gostado. É claro que tudo tinha sido muito bom, mas, sua cabeça rodava.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Por que ele sentou com ela? Por que ele ficou com ela daquele jeito?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa, o pessoal estava sentado nos degraus da entrada da casa. O tempo não estava dos melhores, porém, a garoa havia cessado. A cidade era muito tranqüila quando não era época de temporada de férias, quando todos das cidades grandes desciam para desfrutar das belas praias da cidade. Parou por uns minutos para conversar, mas preferiu subir para seu quarto a ficar com a família. Tinha muita coisa em que pensar. Pegou o telefone sem fio e ficou esperando a ligação. Embora estivesse soprando um ventinho frio, abriu a janela do quarto. Gostava muito de ficar olhando para fora. Amava o mar. Pediu a Deus direção e sabedoria. Estava muito confusa pra tentar cuidar de tudo sozinha. Seus pensamentos foram interrompidos ao tocar o telefone.&lt;br /&gt;- Oi Alan.&lt;br /&gt;- Queria estar com você. - Alan disse com firmeza.&lt;br /&gt;- Nossa...Luiza deu risada. Era muito bom ouví-lo falar desse jeito. Alan também riu.&lt;br /&gt;- Amanhã eu não vou poder sair, Lú. Minha mãe quer dar um pulo na casa da minha avó de novo. Você sabe... netinho faz aniversário...&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas...&lt;br /&gt;- Eu sei que você quer saber por que eu fiquei com ela daquele jeito e por que eu estava tentando fugir de você...&lt;br /&gt;- É...quero mesmo. Alan, eu gostei do que aconteceu hoje, mas tá me incomodando... o que você quer comigo? O que você quer com ela?&lt;br /&gt; - Eu não quero nada com ela. Só com você. Não foi ela quem Deus usou para salvar minha vida. Foi você.&lt;br /&gt;Luiza se lembrou novamente do sonho que Alan tivera, mas se era só ela, por que a outra morena?&lt;br /&gt;- Mas se é assim, por que...&lt;br /&gt;- Ela estava sozinha no acampamento – Alan interrompeu.&lt;br /&gt;- Tirando o público masculino, que estava todo atrás da moça.&lt;br /&gt;- É... isso é, mas o que eu quero dizer é que ela estava sem amigas. Como você mesma disse, o público masculino estava atrás dela por outros motivos, infelizmente. Aquela manhã, quando você nos viu colhendo as bananas, eu tinha acabado de me apresentar a ela, e a convidei para ir comigo.&lt;br /&gt;- Mas isso não teria nenhum problema, mas hoje... vocês pareciam tão... juntos... – disse Luiza na defensiva.&lt;br /&gt;- Então... naquele dia, a gente acabou voltando junto no ônibus. – voltou a explicar Alan.&lt;br /&gt;- Ai, meu coração – brincou Luiza de um jeito carinhoso. Alan deu uma risadinha e por uns instantes, ficaram em silêncio. Estavam curtindo muito aquele clima de carinho.&lt;br /&gt;- Bom... voltando – disse Alan ainda com um tom de riso na voz – acho que ela acabou confundindo as coisas, sabe? Comecei a perceber que ela estava meio que... sei lá... talvez, interessada em mim. Agora me diga: como poderia deixá-la de lado se ninguém dava a atenção que ela merecia? Aposto que até hoje ninguém sabe que ela se entregou de verdade ao Senhor no culto de sábado, depois do acampamento. O meu jeito lá no Amana, foi exatamente por isso. Quando cheguei, queria ver se ela já estava lá. Sei que fui ruim, mas, na verdade, não queria que ela fosse, porque já estava com outros planos, sabe?&lt;br /&gt;- Então quer dizer que foi premeditado o nosso passeio na praia?&lt;br /&gt;- É. Aquele foi, mas o que eu estou ficando com vontade de fazer agora, não vai ser não.&lt;br /&gt;- O que? Você está pensando em vir aqui agora?&lt;br /&gt;- Aí não, mas podemos ir à praia... O que acha? Ainda nem são 22hs. Deve estar cheio. Será que seus pais deixariam?&lt;br /&gt;- Claro que sim. Não veriam problema não, desde que tenha bastante gente andando por lá. Não há perigo.&lt;br /&gt;  Em alguns minutos, Alan estava conversando com os pais de Luiza, que, sem problemas permitiram que eles dessem uma caminhada na praia, que estava iluminada. Os pais de Luiza gostavam do rapaz. Conheciam não apenas Alan, mas toda sua família há muito tempo e, com certeza, faziam bom gosto de que os dois ficassem juntos.&lt;br /&gt;Alan estava com seu violão nas costas, o que deixou Luiza bastante animada.&lt;br /&gt;Apesar da conversa no telefone e do que tinha acontecido momentos antes, agora, pessoalmente, os dois estavam ligeiramente sem graça. Andaram até o ponto na praia onde havia um murinho beirando a areia, onde poderiam se sentar e conversar.&lt;br /&gt;A noite estava perfeita. Luiza percebeu que naquele momento, estava fazendo tudo o que realmente queria. Estava conversando com um garoto incrível, que tinha experiências maravilhosas com Deus e que se emocionava quando falava delas. Estava sendo ouvida com atenção, conseguia fazê-lo rir e percebia que ele estava se deliciando com sua presença.&lt;br /&gt;Alan pegou o violão e começou a dedilhar uma música. Luiza logo a reconheceu e cantaram juntos.&lt;br /&gt;- Essa é a música que você dançava no meu sonho – disse Alan ainda tocando, mas olhando para Luiza, com um sorriso tímido.&lt;br /&gt;Luiza não sabia ao certo o que falar. Se limitou a sorrir e deixar que Alan percebesse o quanto estava feliz por ele ter contado sobre o sonho e tudo mais.&lt;br /&gt;Resolveram voltar a andar, pois, com o vento, começaram a sentir frio, mesmo estando agasalhados. Era engraçado como agora, os dois já estavam bem à vontade um com o outro. Conversavam sobre qualquer coisa sem constrangimentos de expor a própria opinião ou se passar por ridículo fazendo piadinhas sem graça.&lt;br /&gt;- Acho que às vezes o mundo devia parar – disse Luiza sorrindo para Alan – tem umas horas que são tão gostosas que tudo deveria congelar para ninguém ver o que você está fazendo, ou para que nada atrapalhasse essas horas.&lt;br /&gt;Alan se virou para Luiza, segurando delicadamente o rosto da garota.&lt;br /&gt;- Mas o mundo está parado agora. Olha só – disse olhando para os lados - Está tudo parado.&lt;br /&gt;Os dois sorriram e Alan se aproximou mais de Luiza. Era bem mais alto que ela. Encurvou-se um pouco para que os lábios se tocassem e a beijou.&lt;br /&gt;Para os dois, realmente, o mundo estava parado. Ninguém podia negar isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115211224439007065?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115211224439007065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115211224439007065&amp;isPopup=true' title='29 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115211224439007065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115211224439007065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/07/captulo-7-e-ltimosnif.html' title='Capítulo 7 (e último...snif...)'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115203979622319080</id><published>2006-07-04T10:48:00.000-07:00</published><updated>2006-07-04T12:55:57.566-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 6</title><content type='html'>Deram alguns passos em silêncio. A noite estava bem fresca e uma brisa gostosa batia nos cabelos dos dois. Luiza ainda estava com a roupa da dança.&lt;br /&gt;- Desde a minha viagem eu queria te contar uma coisa. Você é a única pessoa com quem me aconteceu isso. Na noite antes da minha viagem, eu tive um sonho com você, e eu posso te afirmar com todas as letras, que isso me fez voltar para os caminhos do Senhor. No meu sonho, eu te via dançando para o Senhor, assim como você fez hoje. Quando você dançava, as pessoas eram curadas e eu sentia um calor no coração. Os seus pés e as suas mãos brilhavam.&lt;br /&gt;Luiza sabia que dançava bem, mas dançar bem não tinha nada a ver com ter unção. Os olhos de Alan se encheram de lágrimas. Luiza se controlou para não chorar.&lt;br /&gt;- Uma noite antes de eu me converter, eu tive o mesmo sonho. E desde então, eu oro muito por você, e hoje, parece que foi mais uma confirmação de Deus. Ele vai te usar ainda mais. Eu tenho certeza disso.&lt;br /&gt;- Nossa! Eu não esperava por isso, Alan. Eu gostei muito. Obrigada por compartilhar essa experiência comigo. Isso edifica muito. Só Deus sabe o quanto eu preciso ouvir uma coisa assim de vez em quando.&lt;br /&gt;Alan cruzou os braços e ficou sorrindo enquanto Luiza falava. Ficaram um tempão conversando e rindo. Alan falou sobre sua família e contou mais histórias da Polinésia.&lt;br /&gt;- Que pena que amanhã a gente já tem que voltar, né?&lt;br /&gt;- Nem me fale, voltar para o trabalho, acordar cedo...&lt;br /&gt;- O bom é que, pelo menos eu amo meu emprego.&lt;br /&gt;- E quem não amaria trabalhar na loja do pai, vendendo prancha?&lt;br /&gt;O pai de Alan tinha uma loja de artigos esportivos. Alan trabalhava lá desde os 15 anos, e agora, estava administrando a loja.&lt;br /&gt;- Eu preferiria estar vendendo mesmo. Dava menos preocupação. Administrar um negócio não é fácil. É uma responsabilidade grande. Ainda mais por ser negócio de família...a gente tem aquele carinho...&lt;br /&gt;- Eu imagino. Eu reclamo, mas eu amo fazer o que eu faço. Me apego com aquelas crianças e fico animada vendo a vontade dos mais velhos em se cuidar. Luiza dava aulas de dança em uma academia. De manhã, ensinava ballet para crianças e durante a tarde, dava aulas de alongamento e outras danças para jovens. A academia era de um irmão da igreja. Era bem grande e arejada. Luiza dava aulas há dois anos. Pôde decorar a sala de aula, da maneira como quis. Era azul clarinha, bem arejada, com fotos de bailarinas, dançarinos de todos os tipos de danças. A sala era muito gostosa. Por um momento, reparou em como ela e Alan eram parecidos no quesito esporte. Os dois tinham o corpo bem definido e gostavam muito de se movimentar.&lt;br /&gt;- Lú, acho que a gente tem que ir. O pessoal já tá indo brincar de feira.&lt;br /&gt;- É melhor mesmo. Não é bom ficarmos sozinhos aqui.&lt;br /&gt;Brincaram até a madrugada. Queriam aproveitar bem a última noite. Foram acampar no interior. Precisariam sair cedo para não chegar muito tarde em Ubatuba.&lt;br /&gt;O dia amanheceu chuvoso. Parecia que o sol sabia que eles iriam embora. O acampamento tinha sido tão gostoso. Luiza estava se sentindo leve. É claro que esperava que Alan tivesse lhe dado um beijo, ou a abraçasse, mas o que tinha ouvido teve um sentido especial para ela. Parecia que os dois estariam mais unidos. Ela era importante para ele e isso era muito bom.&lt;br /&gt;Acordou mais cedo que os outros. Talvez por ser mais esportiva, gostava de coisas saudáveis.&lt;br /&gt;Pegou uma blusa de moletom, colocou na cabeça para escapar da chuvinha leve que caía e correu para a capela. Lá, sentou e orou bastante. Foi um momento maravilhoso. O acampamento seria marcado para ela pela comunhão pessoal com Deus.&lt;br /&gt;Subiu para o refeitório, onde comeu e ficou conversando com as simpáticas senhoras da cozinha. Ficava olhando na direção do quarto dos meninos toda hora, para ver quando Alan acordasse.&lt;br /&gt;- Será que esse menino não vai voltar nunca? - disse a senhora que estava cortando algumas fatias de melão para o café.&lt;br /&gt;- Que menino, D. Ana?&lt;br /&gt;- Ah...olha ele lá...&lt;br /&gt;Alan estava carregando uma enorme sacola e descendo pelo barranco. Sorriu ao ver Luiza, porém Luiza não sorriu tanto assim.&lt;br /&gt;- Ele é um amor, não Luiza? Foi pegar bananas. Queremos servir no café. Com a energia que vocês têm, só com muita banana...&lt;br /&gt;Alan tinha ido pegar as benditas bananas com uma morena linda que tinha ido pela primeira vez ao acampamento da igreja. Luiza sentiu um ciúme louco tomar conta das suas emoções.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não acredito. Quando parece que estamos ficando bem..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Bom, eu já vou indo...&lt;br /&gt;- Espere para comer as bananas, querida. Sei que você dança e é muito bom para não dar câimbras.&lt;br /&gt;- Ah...D. Ana, muito obrigada, mas já comi bastante.&lt;br /&gt;Algumas horas depois, já estavam dentro do ônibus, todos dormindo. Luiza estava muito cansada. Colocou o walkman e sonhou até chegar em Ubatuba.&lt;br /&gt;As semanas seguintes ao acampamento passaram rapidamente. Todas as sextas-feiras após o expediente, Luiza passava no Amana Beach, depois dava um mergulho, e não seria diferente naquela sexta.&lt;br /&gt;O Amana Beach era um de seus lugares preferido, pois tinha como donas um grupo de amigas, que sempre estavam dispostas a ouvir as histórias de Luiza e a dar conselhos. Luiza admirava a amizade daquelas mulheres, que desde a juventude se conheciam.&lt;br /&gt;- Olha quem está por aqui? - disse Camila uma das sócias do local.&lt;br /&gt;- Oi, Cá, não poderia deixar de passar por aqui hoje, tenho tantas coisas pra contar. - disse Luiza empolgadíssima, pois sabia da torcida das suas amigas do Amana para ela ficar com Alan.&lt;br /&gt;- E aí, como foi acampa? Curtiu muito? E você e o Alan? - perguntou Camila, que mesmo conversando não parava de ajeitar as mesinhas.&lt;br /&gt;- Ai, Cá, cada dia eu me sinto mais apaixonada por ele, ele é tão...&lt;br /&gt;- ...atencioso, simpático e tem umas pernas...&lt;br /&gt;- Como você sabe que eu ia dizer isto? - perguntou Luiza rindo de Camila.&lt;br /&gt;- Até parece que não te conheço. E também quem não percebe seus atributos físicos?&lt;br /&gt;A porta do Amana se abriu e entrou Andréia, a outra sócia,segurando um monte de pacotes.&lt;br /&gt;- Cá, vem me ajudar, as coisas estavam baratas no mercado.- disse Andréia, percebendo que tinha mais uma companhia.&lt;br /&gt;- Luuuuuu, que bom ver você por aqui, tá queimada, hein? - se aproximou mais de Luiza - pelo jeito tava um clima perfeito para você e o Alan.&lt;br /&gt;- Déia, eu fui num acampamento! Não estava namorando na praia...rs...&lt;br /&gt;- Eu sei, e teve o período para se divertir, não teve? – respondeu Déia, dando ênfase no “se divertir”.&lt;br /&gt;- Só vocês... – respondeu Luiza morrendo de rir da entonação da amiga.&lt;br /&gt;Luiza se divertia com as meninas do Amana. Elas eram extrovertidas, animadas, topavam tudo, e acima de tudo, eram comprometidas com as coisas do Senhor. Passaram horas conversando sobre o acampamento, Andréia contou como foi seu primeiro beijo com seu marido, elas também contaram do Festival de Músicas que participaram. Foi um final de tarde muito gostoso. Quando Luiza olhou no relógio não dava mais nem tempo para um mergulho.&lt;br /&gt;Quando chegou em casa havia um recado para ligar para Ana.&lt;br /&gt;- Alô, por favor a Ana.&lt;br /&gt;- Quem gostaria? - perguntou uma voz meio rouca. Luiza reconheceu a voz de D. Marisa, mãe de Ana.&lt;br /&gt;- É a Luiza.&lt;br /&gt;- Oi, Lú, tudo bem, como foi de acampamento?&lt;br /&gt;- Foi bom, irmã. Deu para se divertir bastante.&lt;br /&gt;- É, a Aninha falou que você deu um show de dança.&lt;br /&gt;- Não sei se foi um show, mas acredito que foi uma benção.&lt;br /&gt;- Vou chamar a Ana. Até mais, querida!!!&lt;br /&gt;- Oi, Lú!!! - disse Ana.&lt;br /&gt;- Oi, Aninha, recebi seu recado, que contas de novo?&lt;br /&gt;- Sabe o que é, este fim de semana é o aniversário do Alan, e a galera tá pensando em fazer uma festa lá no Amana, que achas?&lt;br /&gt;Luiza se surpreendeu ao lembrar do aniversário do Alan, havia esquecido completamente.&lt;br /&gt;- Nossaaaaaaa, tinha me esquecido, mas e aí? Conversaram com alguma das meninas, lá no beach? - disse Luiza, meio desapontada com o esquecimento.&lt;br /&gt;- Não, eu liguei justamente pra você ligar, eu tenho que sair agora, e você sabe como lá é movimentado de sábado, temos que garantir mesas.&lt;br /&gt;- É, eu sei, eu acabei de vir de lá, se soubesse... mas eu tenho o número, eu ligo.&lt;br /&gt;Nem bem terminou de falar com Ana, correu para o quarto e pegou o número do Amana Beach.&lt;br /&gt;- Amana Beach, Daniella!!!&lt;br /&gt;- Oi, Dani, é a Lú. - disse Lú feliz por ter sido uma de suas amigas a atender.&lt;br /&gt;- Oi, Lú, tô com saudades, você veio aqui hoje, mas eu não estava, mas pode ficar tranqüila, porque as meninas já me contaram tudo. Mesmo assim depois você me conta maiores detalhes, OK?&lt;br /&gt;- Pode deixar, Dani! Então... eu liguei porque precisava reservar algumas mesas para amanhã. É níver do Alan.&lt;br /&gt;- Ahhhhhhhhh, pode deixar comigo, vou preparar os melhores lugares. Vocês escolheram um bom dia, vai tocar um grupo muito bom, mas é surpresa. - disse Daniella.&lt;br /&gt;- Dani, vocês aí, são demais, nem vou me importar com o que fazer, vocês são ótimas nisso. - disse Luiza, tinha confiança nas meninas pois faziam várias festas na praia, e eram sempre muito boas.&lt;br /&gt;Luiza desligou o telefone e ficou pensando em como Alan iria reagir à festa. Fazia alguns anos que não tinha surpresas feitas pelos seus amigos. Não via a hora de chegar sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;O dia estava tão gostoso. Luiza queria ficar deitada até tarde, olhando pela janela de seu quarto, ouvindo o barulho das ondas batendo nas pedras. Olhou para o céu, que estava acinzentado. Amava o calor, mas de vez em quando, gostava desse friozinho. Frequentemente saía para andar na praia com sua mãe, que também gostava desse friozinho. Se demorou um pouco e foi tomar café.&lt;br /&gt;- Oi filha. Demorou pra descer.&lt;br /&gt;- É... minha cama estava tão boa... – respondeu abrindo a geladeira para pegar um copo de iogurte.&lt;br /&gt;- Mãe, hoje vai ser a festa do Alan lá no Amana. As meninas estão arrumando tudo, então eu vou chegar tarde.&lt;br /&gt;- Tá bom... já sabe com que roupa vai?&lt;br /&gt;- Ainda não. A minha calça vermelha está pra passar?&lt;br /&gt;- Está. Quer que eu passe?&lt;br /&gt;- Não mãe, pode deixar que eu passo.&lt;br /&gt;Luiza tinha roupas legais e tudo ficava bem nela. Essa calça vermelha fazia sucesso. Passou o dia se arrumando e ligando para a galera, combinando tudo. Antes de sair, deu uma ligadinha para o Amaná Beach.&lt;br /&gt;- Oi Van, tudo certo aí?&lt;br /&gt;- Tudo Lú. Tá tudo um show aqui, viu? Fizemos uma decoração fantástica. Com esse tempinho ainda... hoje ele não te escapa...&lt;br /&gt;- Sei lá. Nem falei com ele essa semana.&lt;br /&gt;- Bom... deixa as coisas rolarem...Ah! A gente vai dar o bolo de cortesia. Temos um famoso. O bolo gelado "Neiva".&lt;br /&gt;- Que nome estranho...&lt;br /&gt;- É por que quando éramos mais novas, a Neiva sempre levava esse bolo. Em qualquer situação. Era Natal? Dá-lhe bolo gelado. Ano Novo? Mais bolo gelado. Mas, para o Amana Beach, a gente deu uma incrementada.&lt;br /&gt;- Ah é? E como é esse bolo?- Ele é de coco, mas em ocasiões especiais, a gente coloca morango e nozes também.&lt;br /&gt;- Deve ser divino. Bom... às 18hs eu tô aí, tá bom?&lt;br /&gt;- Claro. O pessoal vai chegar junto?&lt;br /&gt;- Acho que sim. Eu vou sozinha, mas as meninas devem estar chegando. Elas iam sair juntas da casa da Ana.&lt;br /&gt;- Então tá. Beijo.&lt;br /&gt;- Outro.&lt;br /&gt;Terminou de se arrumar. Deu uma última olhada no espelho e sorriu. Gostou do que viu. Passou um perfume suave e pegou as chaves do carro.&lt;br /&gt;Ao chegar no Amana Beach notou como o ambiente estava maravilhoso. Em cada mesinha, tinha uma velilha, que deixava o local com um brilho gostoso. Como o tempo estava chuvoso, combinou perfeitamente. As mesinhas eram rústicas e os tijolinhos a vista da parede davam um charme incrível ao local. Comentou com as amigas o quanto as “manas” tinham caprichado. Aos poucos a galera foi chegando.&lt;br /&gt;Luiza viu pela janela que o Pálio vermelho tão esperado estava estacionando. Se ajeitou na cadeira. Tentou disfarçar o sorriso. As meninas a cutucavam por baixo da mesa. Alan estava totalmente maravilhoso. Luiza nunca o tinha visto daquele jeito. Estava com um jeans escuro, que parecia novo e uma camisa branca meio moderna por dentro da calça. Não era muito o estilo dele e Luiza agradeceu a Deus por ter tido o estalo de se arrumar bem também. O cinto era da mesma cor do sapato. Ele estava deslumbrante. Seu cabelo estava ligeiramente molhado pelas gostas da chuva. Quando ele entrou, todos fizeram o maior barulho e foram abraçá-lo. Enquanto abraçava os amigos, olhava pelo recinto, como que a procura de alguém. Quando seus olhos se encontraram com os de Luiza, Alan desviou o olhar. Luiza achou estranho.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Talvez ele esteja meio sem jeito. Ele sempre me olha fixamente..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Luiza também foi abraçá-lo. Ele estava nitidamente sem jeito com ela.&lt;br /&gt;- Está tudo bem?&lt;br /&gt;- Tá. - respondeu Alan. Abaixou a cabeça e foi se sentar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Esse cara tá muito estranho. Por que raios que ele sentou na mesa mais distante da minha? Ele viu onde eu estava."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começaram a fazer os pedidos. Estava tudo muito bom, mas Luiza se sentia incomodada com o jeito de Alan. Paulo chegou um pouco depois acompanhado da morena que havia visitado o acampamento. Luiza se lembrou que lá, os dois tinham ido pegar bananas juntos. Cumprimentou os dois com um sorriso sem graça, enquanto observava os dois se dirigindo para a mesa em que Alan estava.&lt;br /&gt;Deram os parabéns para Alan, mas Amanda deu um abraço demorado. Os dois sorriam bastante uma para o outro. Ficaram em pé conversando por uns segundos e se sentaram um do lado do outro. Todas as meninas se olharam.&lt;br /&gt;- Se o que eu estou pensando estiver realmente acontecendo, eu mato o Paulo - Claudia disse enquanto sorria disfarçando a surpresa.&lt;br /&gt;- Deixa pra lá, Clau. Ele deve estar saindo com ela, ou alguma coisa assim. Ele tá muito diferente comigo.- Luiza tentava disfarçar a decepção também.&lt;br /&gt;Logo que Alan e Amanda se sentaram, Alan olhou para Luiza. Ela também estava olhando-o. Virou rápido a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não acredito que ele me viu olhar"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Luiza preferiu não mostrar que estava triste, mas, ao contrário, resolveu chamar a atenção para si, fazendo brincadeiras e falando alto, embora estivesse com uma dor no coração que apertava cada vez mais. Logo depois de partirem o bolo, Luiza se sentou um pouco. Estava cansada de mostrar uma outra coisa que não estava sentindo. Nunca fazia isso. Era sempre muito sincera com ela mesma e com os outros. Não ficava tentando esconder seus sentimentos.&lt;br /&gt;- Camila, tira uma foto nossa, vai? - gritou Amanda andando em direção a um espaço vazio, onde tinha um quadro maravilhoso. As pessoas costumavam tirar fotos lá. Camila deu uma olhadinha para Luiza. Sorriu e se virou.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O que será que a Camila vai aprontar? Essas meninas sempre aprontam..."&lt;/em&gt; Luiza sorriu ao pensar nisso. As "Manas" contavam muitas histórias de quando eram mais jovens. Luiza sempre dava muita risada.&lt;br /&gt;- Claro que tiro. Não tiro muito bem, mas vamos lá.&lt;br /&gt;- Ai...espera...deixa eu arrumar meu cabelo...&lt;br /&gt;Alan olhava sem parar para Luiza, que também o olhava com um ligeiro ar de reprovação.&lt;br /&gt;- Vamos lá. Está pronta?&lt;br /&gt;- Sim. Pode tirar.&lt;br /&gt;- Olha o passarinho....CLIC!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115203979622319080?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115203979622319080/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115203979622319080&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115203979622319080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115203979622319080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/07/captulo-6.html' title='Capítulo 6'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115193420718342499</id><published>2006-07-03T06:41:00.000-07:00</published><updated>2006-07-03T06:43:27.193-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 5</title><content type='html'>- Psiuuuuuuuu, fiquem quietas!!!!&lt;br /&gt;- Eu não vou conseguir!!! Vou dar risada. Ana estava agachada perto da janela dos meninos, que tinham ido fazer trilha. A noite estava linda e estrelada. Mel era a primeira da fila. Todas estavam rindo baixinho. Estavam tensas. Nem todos os garotos tinham ido à trilha. Alguns já estavam dormindo. Teriam que ser ágeis e rápidas para ninguém as perceber. O saco com a lama estava pesado e tinham medo de que estourasse antes de conseguirem finalizar o plano. Entraram no quarto deitadas. Sem um pingo de dó, encheram de lama as chuteiras tão queridas dos garotos. Não poderiam jogar bola no dia seguinte e isso era bom, por que eles iriam acabar ficando com elas.&lt;br /&gt;Na hora de ir embora, Luiza se demorou. As meninas faziam gestos desesperados para ela sair do quarto, mas a garota tinha que caprichar com as coisas de Ricardo. Colocou lama também em seu travesseiro. Ouviu um clique e uma luz se acendeu. Seu coração batia forte. Deitou embaixo de uma das camas. Alguém estava no banheiro. Ouviu o barulho da descarga e se segurava para não explodir de rir. Ouviu as meninas rindo também. Elas riam baixinho, o que a fez querer rir mais ainda.&lt;br /&gt;Passados alguns minutos a luz se apagou e tudo voltou ao normal. Esperou mais um pouco e continuou a se rastejar. Quando saiu do quarto, se encontrou com as meninas e saíram correndo em disparada para o quarto. Ficaram acordadas quase a noite inteira rindo e comentando cada momento da vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah não!!!! Luiza acordou com um salto.&lt;br /&gt;- O que foi Luiza - Mel perguntou sonolenta.- São 4:30 da manhã. Quer dormir?!&lt;br /&gt;- Meninas, meu relógio!!! Meu relógio!!!&lt;br /&gt;- O que tem seu relógio?&lt;br /&gt;- Não está no meu pulso!!!&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;- Eu estava com ele no quarto dos meninos!!! Deve ter soltado!!! E agora? Eles vão encontrar.&lt;br /&gt;As meninas estavam com muito sono pra responder.&lt;br /&gt;- Amanhã a gente pega depois do culto.&lt;br /&gt;Luiza demorou para dormir de novo. Estava preocupada. Que vergonha não seria se os meninos a descobrissem!&lt;br /&gt;Durante o café da manhã, todos os rapazes estavam reclamando da lama e acusando uns aos outros. As meninas se controlaram para não rir. Olhavam bem sérias umas para as outras. Deram um jeito de sair de fininho e correr até o quarto dos meninos para procurar o bendito relógio que havia sido deixado para trás. Luiza entrou no quarto vazio e se agachou pra procurar o relógio.&lt;br /&gt;- Ah...ele está lá! Embaixo da cama do Alan! - disse baixinho engatinhando até a cama e olhando para as outras meninas que a aguardavam também agachadas na porta do quarto.&lt;br /&gt;- Então corre. Pega logo - responderam.&lt;br /&gt;Luiza estendia o braço para pegá-lo, mas sua mão não chegava até onde o relógio estava. Com algum esforço, alcançou o objeto. Quando ia se levantar, percebeu que as meninas não estavam mais na porta. Foi quando sentiu seu rosto esquentar e as pernas tremerem.&lt;br /&gt;- Er....cof,cof...oi...&lt;br /&gt;- Oi.. Oi, A... A-lan!!!&lt;br /&gt;- O que você tá fazendo aqui, debaixo da minha cama? Alan perguntou devagar.&lt;br /&gt;- Ah, essa é sua cama? Sabe o que é?... Luiza continuou no chão sem saber o que dizer.&lt;br /&gt;- Não, não sei e não adianta inventar história que a sua cara já diz tudo.&lt;br /&gt;- Já diz o que? Eu não entendo, eu só entrei aqui porque...porque eu tinha curiosidade de conhecer o quarto de vocês, entende?&lt;br /&gt;- Não, não entendo, pra isso precisava até entrar debaixo da minha cama?&lt;br /&gt;Ao se levantar, Luiza bateu a cabeça na cama de cima.&lt;br /&gt;- Ai!!! Ah, Alan, é que conforme eu andava entre as beliches, meu relógio caiu e fui ver se não tava aqui...&lt;br /&gt;- Sei, essa história tá muito mal contada, e dá pra perceber que aí tem coisa.&lt;br /&gt;- Larga de ser desconfiado, não tem nada. Só curiosidades de meninas.&lt;br /&gt;- Mas sabe que eu até gostei desse nosso encontro, nós ainda não tivemos a chance de ficarmos sozinhos nesse acampamento, temos que conversar... Alan colocou a toalha que carregava nos ombros em cima da cama, encostou-se no beliche e ficou de frente com Luiza.&lt;br /&gt;- Sabe... eu tenho uma coisa muito importante para te falar.&lt;br /&gt;- Então fale. Aproveite agora antes que alguém apareça.&lt;br /&gt;Luiza tentava ao máximo disfarçar o nervosismo. Esse era o momento que ela desejava tanto. É claro que não nessas circunstâncias, mas para ela, já estava muito bom.&lt;br /&gt;- Eu percebi que ontem no refeitório você saiu correndo. Depois eu fui perguntar para o Ricardo o que havia acontecido e ele me contou a história, você ficou chateada?&lt;br /&gt;- E porque eu ficaria chateada?&lt;br /&gt;- Não sei... você saiu de lá muito estranha... Foi por causa das coisas que ele disse?&lt;br /&gt;- Onde você tá querendo chegar, Alan? Ele me disse que você tá a fim da Clau e só. Não vejo nada demais nisso.&lt;br /&gt;Alan parou por um tempo e ficou olhando firmemente nos olhos de Luiza.&lt;br /&gt;- Luz, sabe que eu nunca te magoaria, né?&lt;br /&gt;- Não tenho tanta certeza assim – respondeu também olhando nos olhos de Alan.&lt;br /&gt;- Lógico que não. E tem outra coisa que eu queria te dizer... Se aproximou de Luiza, encostou cada uma de suas mãos no beliche onde a garota estava, deixando-a presa em volta de seus braços, de costas para o beliche e aproximou-se dos lábios de seus lábios e disse:&lt;br /&gt;- Você não me engana.&lt;br /&gt;E, de repente, num movimento muito rápido, pegou uma bexiga cheia de água que estava na cama atrás de Luiza e estourou-a na cabeça dela.&lt;br /&gt;- Vocês pensaram que a gente não iria descobrir quem encheu nosso quarto de lama, é?&lt;br /&gt;- Alan!!! - Luiza saiu correndo e quando olhou para fora, viu uma guerra de bexigas. Quando passava pela porta, outra bexiga caiu em sua cabeça.&lt;br /&gt;- Desculpa, Lú. Escapou da minha mão, sobe correndo, eles descobriram tudo. - gritava Kelly desesperada para tacar outras bexigas.&lt;br /&gt;Luiza subiu correndo para ajudar suas amigas.&lt;br /&gt;- Da próxima vez que invadirmos um quarto, vamos sem qualquer acessório. - falou Ana referindo-se ao relógio de Luiza.&lt;br /&gt;A guerra durou até acabarem as bexigas. Todas as meninas entraram ensopadas para o quarto.&lt;br /&gt;- Mas então, conseguiu achar o relógio? - perguntou Cláudia.&lt;br /&gt;- Não, ou se esqueceram que vocês me deixaram sozinha com o Alan?&lt;br /&gt;- Ah, era o Alan? A gente apenas escutou a porta do banheiro se abrindo, nem dava tempo de te avisar.&lt;br /&gt;- Mas, e aí? Rolou alguma coisa? - Mel queria saber exatamente o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;- Rolou sim, apenas saí de lá ensopada. Luiza passou o resto do dia pensando no que o Alan quis dizer com aquela história de que nunca a magoaria. Após o banho desceu para o refeitório. Alan estava aguardando por ela na escada para sair dos quartos.&lt;br /&gt;- Bem melhor agora, hein?! Ele a olhava sorrindo. Um sorriso de quem apronta e gosta do que aprontou. Luiza também estava sorrindo. Queria que Alan retomasse o assunto da conversa com Ricardo. Durante o banho, tinha pensado que se ele falasse novamente, ela responderia sinceramente que tinha ficado chateada com a possibilidade dele estar gostando de Claudia. Não tinha nada a perder.&lt;br /&gt;- Você não vai me molhar de novo, vai? Estou sequinha.&lt;br /&gt;- Não. Espero que você não esteja aprontando nada contra mim. Você é muito vingativa... Luiza deu apenas um sorriso.&lt;br /&gt;- Bom, só vim trazer seu relógio de volta. Assim, a gente evita mais confronto. Alan sorriu mais uma vez, e, de leve, deu um abraço de lado, puxando-a apenas com um braços para perto dele.&lt;br /&gt;Luiza não tinha fôlego. Estava decepcionada por não terem conversado mais, porém, aquele abraço a deixara atônita.&lt;br /&gt;O culto atrasou um pouco, pois, por todos estarem ensopados, a maioria das pessoas foi trocar de roupas. O chão do acampamento estava colorido de tantas bexigas estouradas. Como sempre, o culto foi maravilhoso. Luiza estava se sentindo tão cheia de Deus. Todos estavam. O acampamento estava realmente muito bom. Chorou muito no culto ao ver que dois jovens que nunca tinham dado bola para a Palavra de Deus, haviam entregado suas vidas a Jesus. Se quebrantaram na presença do Senhor. Era tão lindo ver aquilo... Acabado o culto, correram para o refeitório.&lt;br /&gt;Estavam todos famintos e ansiosos. Mais tarde teriam as gincanas entre grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Corre, corre....vai rápido.&lt;br /&gt;- Elas estão nos alcançando....&lt;br /&gt;- Ai, minha perna tá doendo, não agüento mais.&lt;br /&gt;Luiza e Mel corriam como loucas tentando chegar antes de Ana e Clau até o balde, onde deveriam pegar algumas balas que boiavam na água.&lt;br /&gt;- Credo!!! Que nojento.&lt;br /&gt;- Vai logo, leva a bala para o Renato.&lt;br /&gt;Renato já estava a postos, ao lado de Alan. Depois de receberem a bala, deveriam correr até o lago, depositá-la em outra vasilha e tentar dar uma mordida na maça que estava pendurada na pequena ilha no meio do lago. Renato não estava correndo muito rápido e o time de Luiza acabou perdendo aquela gincana. Assim passaram a tarde toda disputando qual seria o melhor grupo. Quando escureceu um pouco, caíram todos na piscina e ficaram rindo e conversando até anoitecer. Estava ótimo. Alan pegou o violão e, de fora da piscina, tocava algumas músicas para todos cantarem.&lt;br /&gt;- Vamos pessoal. Cada uma para seu quarto, vamos nos arrumar para o jantar. Quero ver todo mundo a caráter. - Léo tentava fazer com que eles saíssem da piscina. Com muito custo, conseguiu e foram tomar banho.&lt;br /&gt;Enquanto as outras meninas tomavam banho, Luiza ficou ao lado de Kelly na varanda que tinha em frente ao quarto delas.&lt;br /&gt;- Como estão as coisas com você e Jeff?&lt;br /&gt;- Estão ótimas. Ele é muito bom pra mim, sabe?&lt;br /&gt;- Que legal. Ele deve ser mesmo, por que nem tivemos muito tempo para conversar aqui...&lt;br /&gt;- Ah...desculpe, mas ele é tão fofo...&lt;br /&gt;- Aproveita. Eu espero realmente que o namoro de vocês de certo. É tão bom quando a gente pode confirmar o quanto Deus é bom, não é? Veja, ele tem um propósito em tudo. Esse namoro já estava nos planos dEle e é tão bom quando as coisas acontecem naturalmente.&lt;br /&gt;- É verdade, Lú. Você não precisa tentar forçar nada. Quero dizer, eu sei que você não está forçando e nem tem a intenção de fazer isso, mas, é só pra dizer, porque eu aprendi isso. Você se lembra de como eu era, não? Depois que deixei de tentar fazer as coisas, dei espaço para Deus trabalhar. Acho que Deus quer que você saiba disso. No tempo certo, tudo vai se encaixar e todos esses sentimentos vão se acalmar. Eu amo você, Luiza. Obrigada mais uma vez pela sua amizade.&lt;br /&gt;Entraram para tomar banho e Luiza pensou bastante no como Deus trabalhava na sua vida. Ali mesmo no chuveiro, teve um momento de intimidade com Deus. Agradeceu a Ele por tudo que pôde se lembrar.&lt;br /&gt;A noite estava linda e, até o momento, silenciosa. Só se ouvia o barulho dos grilos. Do banheiro, Luiza podia ver que tinha uma luz diferente lá fora. O que será que estariam preparando?&lt;br /&gt;Para as meninas se arrumarem, foi aquela correria de sempre. Luiza já estava pronta e, ainda no clima de comunhão com Deus, saiu do quarto indo para o refeitório, onde iriam jantar. Queria continuar cantando e conversando com Deus.&lt;br /&gt;Luiza estava linda. Teriam um jantar havaiano. Seus cabelos ainda estavam molhados. Pendurou uma florzinha do lado da orelha. Vestia uma canga colorida e uma blusinha amarela. De longe, avistou Alan, que estava como sempre esteve, tinha apenas caprichado um pouco mais. Sua camisa era azul escura com umas flores brancas e sua bermuda também era branca. Alan também tinha acabado de sair do banho.&lt;br /&gt;Luiza não acreditava no quanto estava bonito lá fora. A piscina estava rodeada de tochinhas feitas de bambu que iluminavam o local. Tinham mesa de frutas por todos os lados. A ilha do lago também estava decorada e resolveu sentar lá um pouco e ficar sozinha. Gostava daquilo. Orou e cantou louvores antigos, que causaram nela sensações gostosas. Se lembrou de vários momentos de sua vida e notou, pela primeira vez, como cada louvor fazia parte de sua vida.&lt;br /&gt;- Posso sentar? Alan estava bem atrás da garota e falou baixinho, ao perceber que ela estava em um momento particular.&lt;br /&gt;- Oi, Alan. Senta aí. – respondeu, sorrindo.&lt;br /&gt;Por alguns instantes, ficaram em silêncio.&lt;br /&gt;- Eu...&lt;br /&gt;- Eu...&lt;br /&gt;Falaram juntos.&lt;br /&gt;- Fala você primeiro.&lt;br /&gt;- Eu ia te contar que estava tendo um momento muito gostoso diante de Deus.&lt;br /&gt;- E eu atrapalhei? – perguntou Alan com um sorriso de lado. Era incrível como ele era confiante em si mesmo. Ele sabia que não estava atrapalhando de forma alguma. Luiza deu um sorriso para o rapaz:&lt;br /&gt;- Você sabe que não está, não é? Alan deu uma risada confirmando o que Luiza acabara de dizer.&lt;br /&gt;- Agora é sua vez de falar, bonitão.&lt;br /&gt;- Eu..eu...não sei o que eu ia falar. Só queria falar puxar qualquer assunto...obrigada pelo bonitão.&lt;br /&gt;- Eu estou feliz por você ter voltado para o Brasil. Não sei se tinha te dito isso e sei que isso vai te deixar mais convencido, mas achei que era hora de dizer isso.&lt;br /&gt;     Alan sorriu como forma de agradecimento, mas foi ficando mais sério na medida em que respondia:&lt;br /&gt;- É eu também estou feliz. Acho que nem me lembrava do que era ser feliz. Luiza também ficou séria. Olhava bem dentro dos olhos de Alan. Os olhares ficaram fixos um no outro por alguns segundos. Nenhuma palavra que pudessem ter dito seria tão profunda quanto aquele olhar.&lt;br /&gt;- Você se lembra que no dia em que eu fui embora, tinha dito que precisava falar com você?&lt;br /&gt;- É verdade... me lembro, só que eu não pude ir, só liguei no seu celular, não foi?&lt;br /&gt;- Foi. Pois então, eu tinha que te dizer uma coisa desde daquele tempo.&lt;br /&gt;- Ah é? Ainda bem que me esqueci disso naquela época. Com certeza, não conseguiria agüentar de curiosidade. Teria que pegar o avião com você só para ouvir o que tinha para me dizer. Mas e então? O que era?&lt;br /&gt;- Ah...você nem imagina?&lt;br /&gt;- Não. O que era?&lt;br /&gt;- O que você pensou que pudesse ser naquele dia?&lt;br /&gt;- Não sei, Alan. Sei lá. Mas fala logo.&lt;br /&gt;- Mas que curiosidade... Não sabe que as coisas se tornam mais gostosas assim?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Devagarzinho, com um ar de suspense...&lt;br /&gt;Luiza não agüentava mais a enrolação de Alan: &lt;em&gt;"O que será que ele tem para dizer? Deve ser algo muito importante, se desde a sua viagem precisava conversar comigo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Lú, você é a única pessoa com quem...&lt;br /&gt;- Oi, gente, estávamos procurando vocês. - disse Paulo com ar de quem havia caminhado muito.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu não acredito que esses dois tontos, não percebem que estão sendo inconvenientes".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- É, galera, vai começar o show de talentos.- falou Ricardo.&lt;br /&gt;- Alan, você vai tocar, estão te esperando lá.&lt;br /&gt;- Nossa, tinha me esquecido, depois a gente se fala Lú. – disse já correndo junto aos outros.&lt;br /&gt;- Como os homens podem ser tão insensíveis, não percebem as coisas, mais uma vez, fico eu aqui na vontade, sem saber o que o Alan queria, sem poder expressar o que eu estou sentindo por ele. Quem fim levará este acampamento, meu Deus? – disse Luiza em voz alta. Imediatamente ficou preocupada de ter falado alto demais. Ficou mais um tempo sentada, admirando a decoração que haviam feito ao redor do lago, quando escutou o som dos instrumentos na tenda.&lt;br /&gt;- Aiiiiiiiiiiii, esqueci, eu vou dançar. - saiu correndo, esquecendo os chinelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Tens transformado, meu pranto em festa,&lt;br /&gt;Tens transformado, minha tristeza em alegriaaaaaa!!!".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da bateria e da guitarra ecoava na tenda, Luiza nem conseguia ver o palco de tanta gente pulando, dançando e cantando.&lt;br /&gt;- Kellyyyyyyy!!! - gritou Luiza, o som era muito alto.&lt;br /&gt;- Oi, Lú, onde você se meteu? As meninas do seu grupo estavam feito loucas atrás de você.&lt;br /&gt;- Cadê elas? Eu havia me esquecido que a gente ia dançar.&lt;br /&gt;- Eu acho que elas estão já se posicionando atrás do palco.&lt;br /&gt;- Tchauzinho, fui!!!!&lt;br /&gt;Luiza chegou atrás do “palco”, as meninas estavam orando.&lt;br /&gt;- Amém. - disse Kátia, a líder do grupo, e quem estava fazendo a oração.&lt;br /&gt;- Amém. - disseram as outras.&lt;br /&gt;- Olha quem apareceu. - falou Kátia com um tom meio de nervosa.&lt;br /&gt;- Desculpa, gente.&lt;br /&gt;- Sem crises, vai se vestir correndo.&lt;br /&gt;Luiza seria a principal da dança, pois era a única que dançava desde pequena, por isso tinha mais leveza. "Senhor me desculpe por ter esquecido do ensaio, mas que agora eu possa fazer a diferença, ali, naquele palco, que através da minha dança, vidas possam ser tocadas".&lt;br /&gt;Aguardaram os violões começaram a tocar e todas entraram, menos Luiza que entraria quando começassem a cantar. Ana e Fernanda já estavam dispostas no palco para cantarem. As duas tinham vozes doces, faziam um dueto perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Seja o centro, seja o tudo, em meu coração, Senhor.&lt;br /&gt;Seja a vida em meu peito, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiza entrou dançando, seus passos eram de uma leveza, que parecia que estava sendo guiada pelas mãos do Pai.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Seja o sol, que me aquece, em meu coração, Senhor.&lt;br /&gt;Seja a força que me sustenta, cada dia aqui e eternamente, Jesus..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan não desgrudava os olhos de Luiza. Ela estava linda, com um vestido leve, um arco de folhas secas na cabeça, e com os movimentos que fazia, parecia um anjo. As luzes iluminavam seus cabelos, e junto com os movimentos, Luiza cantava com um fervor. Quando terminou, a tenda se encontrava numa unção, não havia ninguém ali, que não houvesse sido tocado pelo Senhor, realmente Luiza havia dançado de uma forma diferente, ela expressou totalmente o que a música passava.&lt;br /&gt;Após o show de talentos que havia virado um culto, Luiza estava conversando com as meninas quando Alan se aproximou e pediu que ela fosse conversar com ele. Alan estava ligeiramente nervoso, o que fez com que Luiza também ficasse. Se lembrou que havia deixado o chinelo na ilha do lago. Sentiu um friozinho na barriga. Sabia que aquela hora alguma coisa iria acontecer.&lt;br /&gt;- Vamos conversar sim. Será que agora a gente consegue?&lt;br /&gt;- Onde a gente pode ir?&lt;br /&gt;- Eu esqueci meu chinelo lá no lago. Vamos pegar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115193420718342499?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115193420718342499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115193420718342499&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115193420718342499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115193420718342499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/07/captulo-5.html' title='Capítulo 5'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115193407346622204</id><published>2006-07-03T06:39:00.000-07:00</published><updated>2006-07-03T06:41:13.490-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 4</title><content type='html'>- O quarto das meninas é pra que lado?&lt;br /&gt;- Hahahahahahaha&lt;br /&gt;- Vamos logo pra pegar uma cama melhor.&lt;br /&gt;Luiza acordou ouvindo pessoas gritando e correndo animadas. Alan não estava mais ao seu lado e isso a fez sentir mal. Por que ele não a teria acordado? As meninas estavam correndo pra pegar cama umas perto das outras. Estava chateada e com mau humor por ninguém tê-la acordado.&lt;br /&gt;- Por que vocês não me chamaram? Falou se esforçando para jogar a mala pesada em cima da cama.&lt;br /&gt;- Não chamar??&lt;br /&gt;- Só faltamos pular em cima de você, Luz!&lt;br /&gt;- Podemos te chamar assim?&lt;br /&gt;- Ou é um apelidinho só seu e do Alan?&lt;br /&gt;As meninas a cercaram e riam brincando com ela.&lt;br /&gt;- Vocês ficaram ouvindo tudo? E agora, pra quem eu vou contar?&lt;br /&gt;Começaram a dar risada, cada uma contando como tinha sido a viagem. Cada uma com seu pombinho. Kelly estava bem. Para Luiza, era bom vê-la dessa forma. Era uma pessoa legal, magra de cabelos lisos castanhos claro. Não era maravilhosa, mas tinha seu charme. Mais uma vez, Luiza pensou em como julgava as pessoas, sem conhecê-las. Mais uma vez, pediu perdão ao Senhor.&lt;br /&gt;Desceram para tomar o chá, mas nada de mais aconteceu. Todos os jovens conversavam e riam bastante.&lt;br /&gt;O dia seguinte estava ensolarado. E logo de manhã já estava calor o suficiente para colocar shorts e chinelo.&lt;br /&gt;- Olha o Sol!!! Meninas. Booomm Diiiiiaaa!!!!!!&lt;br /&gt;- Claudia, pelo amor de Deus!!!!&lt;br /&gt;- Gente, vamos levantar. O dia está perfeito. Os meninos vão colocar bermudas e vamos poder ficar olhando para as pernas deles, brincou Claudia. Deu bobeira. Começaram a rir e falar bobeira descontroladamente. Falavam besteira atrás de besteira. Tomaram seus cafés e foram para a capela, onde o líder dos jovens já estava separando os grupos de estudo. Iriam falar sobre amizades, e nesse assunto as meninas eram craques. Luiza não estava no grupo de Alan nem no das suas amigas, mas no fundo, gostou, por que acabou conhecendo mais pessoas legais. No final, o líder pediu para cada um resumir o que seu grupo tinha conversado. Cada um foi na frente e disse as conclusões. Ela não foi representar seu grupo. Kelly foi à frente e a fez chorar, não só a ela, mas como a todas as meninas.&lt;br /&gt;- Amizade é o que vocês me dão todos os dias. Amizade é levar alguém a voltar para os braços do Senhor. Eu não tinha ninguém, mas Deus me deu amigas que me abraçaram e acolheram de uma maneira maravilhosa. Vocês não têm idéia da diferença que isso fez na minha vida. Eu amo a todos vocês e sempre abençoarei a cada um. Foi para isso que Deus nos fez.&lt;br /&gt;Alan, que estava sentado na mesma fileira que Luiza, olhou para ela e deu uma piscadinha.&lt;br /&gt;Até a hora do almoço, ficaram sentados em volta da piscina cantando músicas antigas, estava ótimo. Luiza estava ansiosa pela hora das gincanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;- Ai, ai, gente, acho que cansei, a gente brincou muito.&lt;br /&gt;- Ah, Ana, dá um tempo, a gente ainda vai pular na piscina.&lt;br /&gt;- Que isso, Lú, tá mudando o tempo!&lt;br /&gt;- E desde quando nós nos importamos com isso?&lt;br /&gt;- Mas é que...&lt;br /&gt;Nem a deixaram terminar de falar, foram arrastando-a para piscina.&lt;br /&gt;- Então, vamos lá, 1, 2 e 3 - gritou Luiza e todas caíram na piscina - Ok, agora vamos brincar?&lt;br /&gt;- De quê, hein?&lt;br /&gt;- Já sei!  Vamos brincar de pular na piscina com coreografia – gritou Mel empolgada.&lt;br /&gt;Todos riram, pois já conheciam bem essa brincadeira. Os grupos saiam da piscina, faziam uma coreografia ou uma posição qualquer e saltavam todos juntos fazendo palhaçadas. Até parecia bobeira, mas a brincadeira era engraçada. A criatividade rolava solta.&lt;br /&gt;- Beleza, Mel, então...&lt;br /&gt;Nem bem Cláudia terminou de falar, alguém pulou em sua frente, espalhando água na cara de todas as meninas.&lt;br /&gt;- Aiiiiiiiiiii, quem foi? Só podia ser você, Paulo - disse Cláudia.&lt;br /&gt;- Que foi, ficou brava? - e jogou mais água na garota.&lt;br /&gt;Os meninos estavam voltando do futebol, e resolveram cair na piscina também. Luiza ficou mais animada. Brincar com o Alan na piscina lhe parecia uma atividade muito “interessante”. Além de estar perto do garoto, na piscina, Luiza se sentia bonita, com os cabelos molhados.&lt;br /&gt;- Nós vamos começar a brincar, estão a fim? – Luiza perguntou.&lt;br /&gt;- Vão brincar do quê? - perguntou Jeff, já se posicionando ao lado de Kelly.&lt;br /&gt;- Aquela de sair da piscina e imitar alguma coisa, dando um nome.&lt;br /&gt;- Tá certo, vamos lá. Meninos contra meninas? - perguntou Alan.&lt;br /&gt;- Não! - interferiu rapidamente Ana - Como estamos em dez, vamos misturar. Obviamente, Ana queria ficar ao lado de Edu, agora, seu namorado.&lt;br /&gt;- Com certeza. Nada de me separar da minha gatinha – contestou Edu – então faz o seguinte: eu, a Aninha, o Paulo, Mel e Alan formaremos a equipe vendedora. Lú, Cláu, Ricardo, Kelly e o Jeff fazem a outra equipe.&lt;br /&gt;- Você é que pensa, Dú. Você sabe que de coreografia eu manjo bem, não é? Pode deixar que nossos saltos vão deixar vocês de boca aberta – Luiza reivindicou.&lt;br /&gt;- Não esqueçam que depois tem que ter nota – lembrou Claudia.&lt;br /&gt;Deram muita risada a cada salto. Alguns deles, eram tão horríveis que acabavam merecendo nota dez. Brincaram muito até escurecer, e perceberem que como as pessoas já estavam descendo arrumadas dos quartos, os chuveiros já poderiam estar livres.&lt;br /&gt;- Gente, eu e a Ana vamos subindo. Alguém vai também? – disse Edu.&lt;br /&gt;- Eu vou aproveitar, já que o pessoal já está descendo para o jantar. - disse Kelly.&lt;br /&gt;- Eu vou com vocês também. - falou Jefferson, aproveitando que a Kelly estava subindo.&lt;br /&gt;- Eu também já vou... Tá esfriando. – disse Claudia saindo da piscina.&lt;br /&gt;- Larga de ser mole menina, aqui na água está tão quentinho – disse Paulo.&lt;br /&gt;- Tá quentinho de tanto xixi que você deve ter feito na água.&lt;br /&gt;- Huuuuuuuuuuuuuuuu - gritaram todos que tinham ficado na piscina.&lt;br /&gt;Paulo saiu da piscina e correu atrás de Claudia.&lt;br /&gt;- Esses dois são como cão e gato, mas um não vive sem o outro – comentou Ricardo.&lt;br /&gt;- Como você sabe Ri? - perguntou Mel, já atenta para a resposta.&lt;br /&gt;- Ah, vocês não percebem que a Cláu dá em cima dele o tempo todo.&lt;br /&gt;- E ele nem gosta, né?!! – provocou Luiza.&lt;br /&gt;- É, mas pelo modo que você falou, é sinal que sabe de algo mais nessa história, não?&lt;br /&gt;- Não, só estou dizendo...quer dizer...eu só acho que ela é a fim dele - respondeu Ricardo percebendo que havia deixado uma brecha.&lt;br /&gt;- Gente, o papo tá bom, mas gente tem que tomar banho. - disse Alan vendo que o amigo tinha dado mole e percebendo que as meninas não o deixariam sair da piscina sem uma explicação. Como realmente estava ficando frio e já passava da hora de tomar banho, resolveram deixar esse assunto para uma outra hora. Subiram todos para os quartos. As meninas já estavam planejando o que iriam fazer para descobrir o que o Paulo sentia pela Cláudia.&lt;br /&gt;- O negócio vai ser catar ele de um jeito natural - disse Luiza pensativa&lt;br /&gt;- Como assim? Claudia estava louca pra saber o que estava rolando.&lt;br /&gt;- É mesmo, Clau. Não adianta a gente ficar bolando planos infalíveis, iguais aos do Cebolinha. A gente tem que chegar junto e como quem não quer nada, começar a tirar as coisas dele. O Ricardo vai acabar falando, vocês vão ver.&lt;br /&gt;- E se ele não falar nada, os bocoiós dos outros meninos acabam entregando....hahaha....esses meninos se acham tão espertos...&lt;br /&gt;- O que vocês estão pensando fazer? Ana estava terminando de secar seu cabelo. Hoje iria dirigir o louvor – eu não posso fazer nada, pois vou tomar um lanche rápido pra poder ensaiar para o culto. O Edú vai tocar violão e eu vou cantar uma música sobre amizade. O Léo nos pediu, para combinar com o tema do acampamento.&lt;br /&gt;Léo era o líder de louvor. Desde que ele chegara na igreja, as coisas haviam mudado para melhor. O novo líder havia dado uma levantada nos ânimos e feito as pessoas se aproximarem de Deus.&lt;br /&gt;Luiza estava com uma calça de moletom azul marinho e sua blusa branca. Ela sempre ficava bem com roupas esportivas, mas hoje ela estava diferente. Sentia-se bem assim, mas, talvez por estar apaixonada, queria se arrumar, passar perfume, se sentir bonita. Acabou passando um gloss, e rímel nos cílios, o que destacou muito seus olhos. Estava bonita. As meninas fizeram o mesmo. Antes de saírem do quarto, olharam umas para as outras com olhares fulminantes e gritaram juntas: ATACAR!!!!&lt;br /&gt;Logo que chegaram ao refeitório, puderam sentir um cheirinho maravilhoso. Estavam realmente cansadas. As costas de Luiza estavam doendo, pois ao imitar o Batman na piscina, se entortou e deu mal jeito. Contudo, estava muito animada para pensar em dor. O acampamento estava sendo como ela queria. Todos brincando juntos, as meninas felizes, Alan olhando-a de vez em quando... Avistou Ricardo sentado sozinho, esperando pelos outros. Não perderia essa oportunidade.&lt;br /&gt;- Posso sentar aqui?&lt;br /&gt;- Claro, Lu. Senta aí.&lt;br /&gt;- Cadê os outros? Você viu a Clau?&lt;br /&gt;- Estão por aí. Não sei.&lt;br /&gt;- Estranho, eu desci do quarto e a vi conversando com o Paulo, depois não a vi mais.&lt;br /&gt;Com o canto dos olhos, Luiza podia ver que Claudia estava observando os dois de longe com vontade de rir. Sabia que Luiza estava aprontando. Claudia percebeu os olhares de Luiza e ficou meio que escondida em uma mesa separada.&lt;br /&gt;- Você acha que... Luiza tinha certeza que Ricardo falaria sobre os sentimentos de Paulo. Seria tão bom para Claudia saber que Paulo também nutria por ela uma paixãozinha.&lt;br /&gt;- Os dois estão juntos? Acho que não.&lt;br /&gt;- Por que não? Acho que os dois se combinam perfeitamente.&lt;br /&gt;- Mas tem o Alan...&lt;br /&gt;- O que tem o Alan?&lt;br /&gt;- Ele está muito a fim da Claudia.&lt;br /&gt;O chão de Luiza caiu. Não podia ser verdade. Como?&lt;br /&gt;- Bom...vou pegar minha bíblia no quarto.&lt;br /&gt;Foi a única coisa que conseguiu falar. Deixou toda a comida no prato. Luiza saiu correndo do refeitório sem falar com ninguém. Não entendia como Alan poderia estar a fim da Cláudia, sendo que ele nunca havia demonstrado nada, pelo menos diante dela.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Como pode? Não entendo...ele sempre se mostrou tão atencioso comigo...eu pensava que poderia rolar alguma coisa entre nós... eu não vou agüentar vê-lo junto de uma das minhas melhores amigas, não, não vou".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ri, você por acaso viu a Lú? - perguntou Mel passando pelo garoto que continuava sentado sozinho.&lt;br /&gt;- Ela tava aqui há pouco tempo, mas disse que ia pegar a Bíblia.&lt;br /&gt;- Eu vou lá. - disse Ana para Mel.&lt;br /&gt;- O esquisito é que ela deixou a comida toda no prato, será que ela foi falar com a Cláudia? Isto que eu chamo de rapidez nas informações. – disse o rapaz dando risada.&lt;br /&gt;- Por que? - perguntou Mel sem entender direito a história. Ricardo explicou todo o ocorrido e, rapidamente, as meninas correram para o quarto. O rapaz havia jogado um verde bonito para cima de Luiza e a garota havia caído como um peixinho.&lt;br /&gt;Ana entrou correndo no quarto chamando Luiza. Logo atrás, vieram as outras amigas para explicar a gracinha de Ricardo.&lt;br /&gt;- Lú, cadê você? Estamos preocupadas lá embaixo atrás de você! - se aproximou da cama da Luiza - Lú, o que aconteceu? – perguntou abraçando a amiga.&lt;br /&gt;- Você não está chorando, está? – perguntou Ana com cautela, porém com um ar de incredulidade.&lt;br /&gt;- Ah, Lú, não fica assim, esses meninos têm sérios problemas. Mesmo o Ricardo... apesar de eu gostar dele, ele foi um tonto agora.&lt;br /&gt;- Gente, ele apenas disse o que se passava, e eu não queria ver. Eu sou uma tonta, acreditei que o Alan pudesse estar a fim de mim.&lt;br /&gt;- Não, não e não. Isto não está certo. Oh, Lú, você é tão inteligente, como pode cair numa dessas, pensa um pouquinho! Na piscina, o Ricardo ficou desnorteado, e ele havia dito que a Clau e o Paulo pareciam cão e gato, mas no fundo se amavam, lembra?&lt;br /&gt;- Lembro.&lt;br /&gt;- E o Alan estava por perto, aliás ele até deu a entender que o Paulo gostava que a Cláudia não largasse do pé dele e depois ajudou o Ri a se safar da conversa. É claro que ele jogou um verde legal para cima de você. E isso foi coisa do Alan, com certeza.&lt;br /&gt;De repente tudo parecia fazer sentido, realmente Mel tinha razão, algo de estranho tinha naquela história. Com certeza Ricardo estava tentando descobrir o que a garota sentia pelo amigo. Poderia até ser um bom sinal. Afinal, se Alan estava interessado em saber dos sentimentos dela, muito provavelmente, ele estaria interessado na garota.&lt;br /&gt;- Que papelão o meu, não? – disse Luiza rindo dela mesma e indo para o banheiro lavar seu rosto.&lt;br /&gt;- Ah, esses meninos!!! Eles que nos aguardem. Se pensam que conseguem nos enganar, eles se enganaram. - disse Ana se olhando no espelho.&lt;br /&gt;- Coitadinhos, mal sabem com quem mexeram. - afirmou Mel.&lt;br /&gt;- Meninas, vamos bolar um plano. Eles me fizeram chorar, agora eu quero saber direitinho de toda essa história.&lt;br /&gt;Desceram para o culto, maravilhoso, por sinal. Luiza ainda se sentia envergonhada por chorar na frente das meninas. Ainda tinha alguma dúvida em relação ao Alan. Será que ele sabia sobre a brincadeira do Ricardo? Que vergonha!   &lt;br /&gt;&lt;em&gt; "Ele podia me abraçar, me dar um beijo e dizer que tudo não passou de uma brincadeira, que não queria que eu sofresse,que precisava de mim...”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Ana cantou a música sobre amigos, da qual falara naquela tarde. Luiza sonhava enquanto ela cantava. Depois se sentiu culpada por não prestar atenção na letra, principalmente por saber que quem tinha escrito a letra da música fora Juliana, uma das amigas das Amanas. A Jú sempre escrevia letras maravilhosas.&lt;br /&gt;Depois do culto, todos conversaram animadamente. Alan olhava para Luiza com aquele olhar que congelava. O problema, é que ele a olhava com um ar de quem sabia o que se passava na cabeça dela. Sim... ele sabia da brincadeira de Ricardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115193407346622204?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115193407346622204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115193407346622204&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115193407346622204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115193407346622204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/07/captulo-4.html' title='Capítulo 4'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115151949909643227</id><published>2006-06-28T11:27:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T11:31:39.130-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Muitas felicidades, muitos anos de vida...".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito que ele não veio - Luiza cochichou para Mel&lt;br /&gt;- O Ri disse que ele foi à casa dos avós, é aniversário do avô dele. E também... o pai dele está trabalhando, ele tinha que levar a mãe... – disse Mel que estava realmente linda e feliz por ter conversado bastante com o amado.&lt;br /&gt;- Eu não acredito, eu me preparo toda, e ele não aparece – resmungou Luiza decepcionada.&lt;br /&gt;- Ei, minha amiga, é o níver do avô, dá um tempo, né! Até parece que você não vai mais vê-lo – Claudia defendeu o rapaz.&lt;br /&gt;- Ah, Clau, depois de anos sem vê-lo, agora eu quero poder apreciá-lo todos os dias, disse Luiza com voz de choro.&lt;br /&gt;- É, na realidade eu estou passando pela mesma situação, cada vez que eu vejo o Paulo, não agüento, tenho que chamar a atenção dele de alguma forma.&lt;br /&gt;- È, mas você está exagerando Clau, não precisava ligar para casa dele quando chegou aqui, para confirmar se ele vinha mesmo – disse Mel.&lt;br /&gt;- Eu não acredito que você fez isso, Clau! E depois fala de mim...- disse Luiza rindo. Embora tivesse achado graça, Luiza se preocupava com a amiga. Sabia que nenhum rapaz conseguia suportar mulheres muito melosas.&lt;br /&gt;- Ai, gente, como vocês são...eu liguei mesmo...Bom, o papo tá bom, mas eu tenho que ficar de olho nele.&lt;br /&gt;As duas garotas ficaram olhando a amiga se distanciar e se encostar no Paulo. Cláudia era muito teimosa, ás vezes, não gostava que as amigas fossem contra sua opinião.&lt;br /&gt;- Ai, ai, desse jeito o Paulo não vai querer nada com ela. – disse Mel.&lt;br /&gt;- É, mas você sabe, não adianta falar, né?! – concordou Luiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado de manhã, Luiza foi para igreja ensaiar com o grupo de dança que ela fazia parte. Quando entrou no templo, Alan estava lá, lindo como sempre, estava tocando violão e cantando.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "Como você tá lindo, e cantando então, é tudo..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Conforme se aproximava, pôde ouvir o que ele cantava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Te conhecer e prosseguir em Te conhecer&lt;br /&gt;Esse é o alvo da minha vida, Senhor”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Oi! - Alan parou de cantar enquanto cumprimentava Luiza, porém, não parou de dedilhar a música no violão.&lt;br /&gt;- Ah, desculpe, oi, pode continuar estava lindo.&lt;br /&gt;- Essa música me lembra quando estive na Polinésia e como o Senhor me tratou lá, no meio de tanta bagunça, tantas festas, bebidas, Ele foi lá e me tocou, mostrou que aquilo tudo um dia acaba, mas o amor e a fidelidade Dele permanecem para sempre.&lt;br /&gt;- É...essa música é bem bonita. Que bom que Deus te tratou por lá. Tudo tem um propósito e uma hora certa, né? Nós vamos dançar este louvor amanhã no culto junto com o grupo de louvor.&lt;br /&gt;- É mesmo? Não vou perder. Ficaram sorrindo um para o outro até Luiza se sentir quente e vermelha.&lt;br /&gt;- Tá certo, eu tenho que ir para o ensaio, a gente se vê por aí.- Luiza ia caminhando quando de repente se virou - E falando da Polinésia, acho que a gente tem que marcar um dia para você me contar suas aventuras por lá.&lt;br /&gt;- É mesmo, vou esperar seu ensaio terminar, assim eu te levo pra casa e conto um pouco das minhas emoções na “terra dos sonhos”.&lt;br /&gt;O rapaz continuou tocando e cantando, Luiza não conseguiu esconder sua felicidade:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "Eu não acredito que eu tive coragem, foi bom demais, obrigada Senhor!!!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Luiza ensaiou bastante com as amigas, e pensar no quanto estava descabelada e cansada a fez querer ir embora de fininho, sem querer ser vista por Alan.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "Que legal....ele vai me levar pra casa justo agora que eu tô toda suada....e se ele quiser me abraçar..."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ao sair, tentou passar despercebida pelo corredor, mas Alan a viu.&lt;br /&gt;- Luiza, vamos?&lt;br /&gt;- Ahn...é...hum...vamos. Cadê seu carro?&lt;br /&gt;- Tá ali na esquina. Espera aqui que eu te pego na porta.&lt;br /&gt;Alan tinha um Pálio vermelho super bonito. Enquanto esteve na Polinésia, ganhou uma grana legal para comprar suas coisas. De repente, Luiza teve vontade de chorar. Não entendeu por que, mas ficar ao lado dele, provocava nela sensações diferentes. Ele era tão bonito e estava sendo tão atencioso com ela...&lt;br /&gt;- Entra aí. O carro estava com um cheirinho gostoso de pêssego. Reparou em um sachezinho com esse aroma e pensou que deveria comprar um igual para por em seu carro.&lt;br /&gt;- A Kelly me contou que você ligou pra ela.&lt;br /&gt;- É...eu estava errada em relação a ela. Foi só eu ligar e enturmá-la que ela já pareceu outra. Nem está mais....&lt;br /&gt;- Dando em cima de todo mundo... Alan começou a rir e Luiza reparou em como ele conseguia ver tudo o que se passava na mente dela. Ela cedeu e começou a rir também.&lt;br /&gt;- Você deveria se chamar Luz. A Luz de Deus brilha em você, sabia? Alan disse sem olhar para a garota.&lt;br /&gt;Após alguns segundos, o rapaz fitou-a e sorriu. Ainda bem! Luiza não sabia mais o que fazer. Não sabia se sorria, se retribuía o comentário, se ficava séria como Alan...&lt;br /&gt;Estava se sentindo imensamente feliz. Como era gostoso estar com ele. Tudo parecia mais alegre.&lt;br /&gt;- Você sabia que o nome "Alan" reflete uma pessoa que prefere exibir sua simpatia para cativar todo mundo que o rodeia? Luiza criou coragem para dizer o que havia achado na Internet durante a semana. Na verdade, Luiza havia perdido bastante tempo procurando por aquela informação.&lt;br /&gt;- Como você sabe?&lt;br /&gt;- Andei pesquisando – Criou mais coragem ainda para admitir o fato, mesmo se arrependendo a cada palavra que falava. Acho que endoidei de vez!&lt;br /&gt;- Ahn...anda pesquisando sobre mim? Está se apaixonando?&lt;br /&gt;Luiza sentiu o vermelho tomar conta de seu rosto...&lt;br /&gt;- É claro que não. Impossível.&lt;br /&gt;- E por que é impossível? Estavam parados em um semáforo, então, Alan se ajeitou no banco e se virou para a garota.&lt;br /&gt;- É...por que....er...eu gosto de outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- “Oh não! Eu não fiz isso!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alan se virou lentamente para frente, mas Luiza percebeu que ele sorriu enquanto fazia isso.&lt;br /&gt;Seguiram o caminho até a casa de Luiza em silêncio. Quando Alan parou o carro, Luiza agradeceu e saiu ainda sem jeito. Ao sair, se enroscou no cinto de segurança e pummmm......caiu amarrada pelos pés e com as mãos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, eu não acredito que isso foi acontecer. Só comigo, só comigo... e ainda por cima não conversamos sobre a Polinésia, o que, por um lado, é muito bom, porque vou ter que sair com ele outra vez para essa conversa acontecer&lt;br /&gt;A mãe deu risada, porém, estava correndo e não pôde conversar mais com a filha.&lt;br /&gt;- Lú, hoje eu e seu pai teremos uma confraternização da empresa. Não deu tempo de preparar nada pra comer. Você faz alguma coisa? Está tudo bem? Quer que eu fique?&lt;br /&gt;- Não, mãe. É claro que está tudo bem. Já coloquei um band-aid no machucado e, acredite...ele não está doendo tanto quando meu coração, gracejou Luiza - pode ir sossegada, mãe.&lt;br /&gt;- Seu irmão vai dormir na casa da namorada, pois amanhã cedo, vão fazer evangelismo na cidadezinha que eu esqueci o nome.&lt;br /&gt;- Que legal!! Luiza respondeu pelas duas coisas. Uma porque amava fazer evangelismo e ficou feliz pelo irmão. Outra, porque amava ficar sozinha em casa. Tomou um banho, fez um lanche e começou a pensar no que tinha acontecido, ou melhor, continuou a pensar sobre o que tinha acontecido. Todas as cenas daquele dia não saiam de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;  - "Senhor, foi tudo tão perfeito hoje! É claro que minha boca poderia ter ficado fechada e meus pés poderiam não ter se enroscado, mas...ele é tão...tão...tão lindo, simpático, atencioso...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;       Conversou durante muito tempo com o Senhor, principalmente para pedir que Alan não tivesse acreditado no que tinha dito sobre gostar de outra pessoa. Só parou de orar quando a campainha tocou. Era Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, Ana, que surpresa, você não avisou que ia passar por aqui.&lt;br /&gt;- É, eu estou voltando da casa do Edu.&lt;br /&gt;- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, que demais!!! Me conte tudo, faz tempo que a gente não pára para conversar, fala, fala, fala...&lt;br /&gt;- Oh, como você é empolgada. Mas, eu estou tão feliz, Deus é tão bom! Você é a única que sabe, como eu orei. Foram exatamente dois anoooooooos de oração. Lembra? Eu falava: "Ele nunca vai me dar atenção", até que você me disse para entregar nas mãos do Senhor, e olha o que aconteceu, eu estou namorando com ele.&lt;br /&gt;- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh, eu não acredito. Quando começou? No dia da festa dele? Eu nem dei atenção para vocês, estava preocupada com outra coisa.&lt;br /&gt;- É, depois que todos foram embora, eu fiquei para ajudar a mãe dele e a irmã, quando fui perceber já era bem tarde, então ele disse que me levava, fomos para o carro, e conversando durante todo o caminho, até que ele me perguntou como andava o meu coração! Dá pra acreditar?!&lt;br /&gt;- Ai, Papai, e você???&lt;br /&gt;- Ah, Lú, depois de tanto tempo esperando por este momento, só pedi sabedoria para o Senhor nas minhas palavras e falei a verdade, contei tudo.&lt;br /&gt;- Ah, sério??? Tudo???&lt;br /&gt;- Falei que estava orando por uma pessoa já fazia dois anos, que eu não agüentava mais, pois eu não via resposta, esta pessoa parecia não dar muita atenção para mim, e já estava a ponto de desistir.&lt;br /&gt;- Claro, contou tudo, menos o nome da pessoa....grande coisa...&lt;br /&gt;- Pera aí, eu não terminei a história. Ele parou o carro, virou pra mim e disse, "Engraçado, comigo está acontecendo a mesma coisa, só tem uma diferença, comigo já são dois anos e meio de oração".&lt;br /&gt;- Meu Deus, e aí???&lt;br /&gt;- Ele foi o melhor, escuta só! Não, ele foi show! Começou a tocar aquela música que a gente ama...&lt;br /&gt;- I promise you - as duas disseram&lt;br /&gt;- Exatamente. Aí, eu falei: “É...nem sempre as coisas são do jeito que a gente quer, e sim do jeito do nosso Pai quer”. Então ele falou: "e eu acho que agora Ele quer isso" ele virou o meu rosto de frente com o dele e me deu “o” beijo.&lt;br /&gt;Luiza ficou muda. Não tinha palavras. Que perfeito!&lt;br /&gt;- Não, você não deve estar falando do Dú. Ele teve coragem, quem diria?! Realmente só o Alan é lerdo.&lt;br /&gt;- Ah, foi um sonho, né?! Ele disse que a pessoa da oração era eu, e que antes da festa dele, ele havia pedido para o Senhor para eu ficar por último na festa, assim ele saberia que deveria falar comigo. Diz aí, senão é um presente de Deus?&lt;br /&gt;- Aí, Aninha, foi lindo, me deu até saudade do Alan, e olha que não tenho nada com ele.&lt;br /&gt;- Eu só te digo uma coisa, "É só esperar acontecer, é só continuar..."&lt;br /&gt;As duas ficaram conversando e sonhando o restante do dia...&lt;br /&gt;As semanas seguintes passaram rapidamente e sem acontecimentos marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;- Kelly, espera! Luiza gritou, enquanto a amiga saía apressada para pegar o ônibus.&lt;br /&gt;- Ufa! Por pouco eu entro naquele ônibus.&lt;br /&gt;- Estou indo trabalhar, você não quer que eu te dê uma carona até a escola?&lt;br /&gt;- Claro. Estou super atrasada.&lt;br /&gt;- Entra aí.&lt;br /&gt;- Você foi ao culto ontem? Kelly perguntou enquanto entrava no carro.&lt;br /&gt;- Não. Tive que ficar em casa arrumando algumas coisas.&lt;br /&gt;- Então você não sabe que vamos ter acampamento daqui a três sábados.&lt;br /&gt;- Sério?! Que beleza! Luiza amava os acampamentos da igreja.&lt;br /&gt;- Vai dar pra você aproveitar bastante e ficar mais próxima do Alan.&lt;br /&gt;As duas amigas já tinham conversado a respeito e, com as novas amizades de Kelly, ela tinha se transformado e se apegado mais a Deus. Agora, Kelly era outra pessoa e estava começando a gostar de Jeferson, o guitarrista do grupo de louvor.&lt;br /&gt;- Que maravilha! Faz um tempão que eu não converso direito com ele. Dá um desânimo... Você vai, né?&lt;br /&gt;Os olhos de Kelly se encheram de lágrimas e Luiza temeu pelo que pudesse ouvir.&lt;br /&gt;- Acho que não vou poder. Minha mãe ainda não está bem, meu irmão piora a cada dia e eu não tenho muita grana.&lt;br /&gt;- A gente precisa começar uma campanha em favor da sua mãe e do seu irmão. Quanto á grana, nós damos um jeito. Deus vai abençoar sua família até o acampamento. Você vai ver.&lt;br /&gt;Deixou Kelly na faculdade e já começou a bolar planos e sonhos maravilhosos para esse acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o grande dia chegou: o acampamento. Todos estavam ansiosos pelo o que viria acontecer: festas, brincadeiras, jogos e acima de tudo, um grande mover do Espírito.&lt;br /&gt;Luiza chegou com Kelly. Alguém que não quis de identificar havia pagado o acampamento para ela. As duas chegaram conversando e se encontraram com o restante da turma. O mais novo casal Ana e Edú, estava encostado no murinho da Igreja.&lt;br /&gt;- Oi, gente!!! Estou tão ansiosa para este acampamento.&lt;br /&gt;- Não só você, Luiza, mas todos nós - disse Ana.&lt;br /&gt;- E então, cadê o pessoal?? – perguntou Kelly.&lt;br /&gt;- Quem exatamente você está procurando? O Jeff? - todos deram uma risadinha.&lt;br /&gt;- Até parece que sabe de alguma coisa... – disse Kelly sorrindo, mas bem preocupada, com medo de que o garoto contasse para Jeff.&lt;br /&gt;- Pode ficar tranqüila. Não se preocupe, não vou fazer nada de errado. - Ei, Jeff, tem alguém te procurando!!! Edú fingiu que Jeff estava se aproximando. Kelly não sabia onde enfiar a cara, sua vergonha era tanta e por ser branquinha não teve como disfarçar, ficou vermelhinha.&lt;br /&gt;- Dú, para com isso!!! - disse Ana.&lt;br /&gt;- Só vocês... – disse Luiza rindo dos amigos.&lt;br /&gt;- Não pensa que você vai escapar, viu? Se prepare porque o Alan já está chegando.&lt;br /&gt;- Você anda muito bem informado, hein? Quem será que andou te contando tudo? Não é, Aninha?!&lt;br /&gt;Edu estava todo empolgado e, pelo visto, Ana estava disseminando bem as notícias.&lt;br /&gt;- Você sabe, ele fica me perguntando, não tem jeito.&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;A essa altura, Luiza nem estava prestando tanta atenção. Queria reparar no momento em que Alan chegasse.&lt;br /&gt;Todos entraram nos ônibus, e Luiza estava preocupada, pois não havia nem sinal do Alan.&lt;br /&gt;&lt;em&gt; “Onde está você, hein?! Será possível que você não pode me dar essa alegria de ir ao acampamento?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Me espera aí.... Luiza ouviu o rapaz gritando e virando a esquina correndo. Seu carro havia pifado de manhã e ele teve que pegar um ônibus com todas as malas. O rapaz estava deslumbrante. As pontas do cabelo estavam molhadas de tanto correr. Mascava um Trident de hortelã e aquele cheirinho acabou com Luiza quando ele a cumprimentou.&lt;br /&gt;- Assustou? Achou que eu não viria?&lt;br /&gt;- Engraçadinho. Você sabe que seria um alívio pra mim se você não viesse.&lt;br /&gt;Alan a olhou sorrindo e passou reto pelo corredor, cumprimentando todo o pessoal. Ouviu o garoto parar para conversar com Jeff.&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Bem que ele podia sentar aqui. Poderíamos...". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Kelly, boas notícias pra você. Alan voltara ao lugar onde Luiza estava sentada. O Jeff tá doido pra falar com você. Senta lá com ele, vai. Eu faço companhia para a senhorita Luiza.&lt;br /&gt;- Sério, Alan? O que ele quer? Kelly estava radiante.&lt;br /&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;Kelly saiu e Alan se sentou, olhando seriamente para Luiza. Como ele era bonito. Conseguia a atrair completamente.&lt;br /&gt;Luiza estava de jeans e blusa de moleton branca. Estava friozinho. É claro que todos os homens estavam de bermuda e camiseta. Os próximos dias prometiam ser bem quentes.&lt;br /&gt;- Bom, pode me perguntar o que você quiser sobre a Polinésia. Eu respondo.&lt;br /&gt;- Por que você acha que eu quero tanto saber sobre essas coisas? Acho que você é que quer contar e me fazer vontade.&lt;br /&gt;- Você é durona mesmo, hein?! Ele sorria. Cruzou o braço e a olhou, como que esperando a primeira pergunta. Luiza não resistiu.&lt;br /&gt;- Como era seu dia lá? O que você fazia a cada hora?&lt;br /&gt;- Você faz eu me sentir especial, sabia? Olha a pergunta que você faz! Sem querer brincar, todo mundo me pergunta se eu zoei muito morando sozinho, com quantas eu fiquei, quantos prêmios ganhei... você dá mais importância aos detalhes da minha vida. E depois que eu responder, também vou querer os detalhes da sua.&lt;br /&gt;Luiza gostou do elogio, embora estivesse morrendo de vontade de fazer aquelas mesmas perguntas.&lt;br /&gt;- Eu acordava cedo. Embora estivesse bem longe dos caminhos do Senhor, eu ia até a praia de manhã. Tentava conversar com Ele. Falava algumas coisas poucas e, às vezes, até cantava algum corinho. De lá, eu tomava café em uma espécie de padaria. Todo dia eu ia lá sozinho.&lt;br /&gt;- Imagino como você se sentia...&lt;br /&gt;- Depois disso, eu ia treinar para as competições nos finais de semana. Quer mais detalhe? À noite eu ia pra casa, tomava banho, ficava no sofá vendo televisão e saia pra balada.&lt;br /&gt;- Você conversava com Deus? Devia se sentir mal por pecar. Luiza queria saber os detalhes mais “quentes”. É claro que estava amando aquela conversa, mas precisava saber sobre a vida sentimental de Alan. Tentou se contar, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;- Não se apaixonou por ninguém?&lt;br /&gt;Alan deu uma risadinha, como que dizendo: “eu sabia que você perguntaria”&lt;br /&gt;- Mais ou menos. Não foi paixão não. Foi atração. A Keny foi a que mais durou. Gostava dela. Ela me escutava.&lt;br /&gt;- Deve ter sido vazia sua vida lá.&lt;br /&gt;- E foi. Até que Deus me pegou de jeito. Eu estava na praia e de repente, me senti tão vazio, comecei chorar como criança. Sabia que era Deus. Fui correndo pra uma igrejinha próxima e acertei toda minha vida. Foi ótimo. Aí, resolvi vir para o Brasil.&lt;br /&gt;- Você pensa em voltar pra lá?&lt;br /&gt;- Não sei. Talvez.&lt;br /&gt;Por alguns minutos, os dois ficaram em silêncio. Alan estava com o corpo virado para Luiza e olhava pela janela. Ao virar para a janela a fim de verificar o que Alan estava olhando, percebeu que ele a olhava pelo reflexo do vidro. Retribuiu o olhar. Se olhando pelo vidro, Alan perguntou sobre sua vida. Só aí, que Luiza, penosamente se virou para responder.&lt;br /&gt;Aqueles olhares tinham sido incríveis! Luiza sabia que nunca se esqueceria daquele momento. Tinha sido romântico e provocante ao mesmo tempo!&lt;br /&gt;- Bom, respondeu se recompondo, comigo creio que foi bem diferente, me aproximei muito mais do Senhor neste tempo em que você esteve fora. Você se lembra que no dia em que foi embora e eu estava viajando com minha família?&lt;br /&gt;- Lógico! Você tentou ligar em casa para se despedir.&lt;br /&gt;- Então, quando eu saí deste curso, eu quase sofri um acidente, foi quando eu tive a certeza, que o meu Deus opera maravilhas em nossas vidas, eu não sofri nenhum arranhão, você precisava ver o estado em que ficou meu carro.&lt;br /&gt;- Ah, por isso que você tá com outro carro agora?&lt;br /&gt;- É, exatamente. A partir deste momento, entreguei a minha vida totalmente ao Senhor, entrei na dança, é uma coisa que eu amo fazer, você sabe muito bem disso.&lt;br /&gt;- Claro que sei. Desde pequena você faz balé e jazz, não é isso?&lt;br /&gt;- É isso mesmo. Pois então, eu encontrei uma atividade na Igreja que é a minha cara, e o melhor de tudo, é para o Senhor.&lt;br /&gt;Alan virou-se novamente para a janela e disse:&lt;br /&gt;- Sabe, a gente conversando deste jeito, me fez parar para pensar, o quanto a gente se conhece. Desde pequenos, nós brincamos e brigamos muito, mas a nossa amizade permaneceu.&lt;br /&gt;Voltou-se para Luiza&lt;br /&gt;- Luz, você é muito especial para mim, neste tempo em que eu estive fora, muitas vezes sentia falta de alguém para conversar, agora eu percebi, que era de uma amiga como você que eu precisava.&lt;br /&gt;Deu um lindo sorriso e voltou a olhar para janela.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Uma amiga!!! Será que ele só pensa isso sobre mim, apenas amizade? Ah, Deus, eu não agüento, ele aqui do meu lado, todo bronzeado, atencioso, cheiroso, esse sorriso que só ele tem, e eu sou apenas uma amiga, ele não sente nada mais por mim? Pai, Tu sabes o desejo do meu coração, eu quero muito mais que uma simples amizade, eu quero tê-lo ao meu lado para poder abraçá-lo, sairmos juntos, mas Deus, eu sei que Tu sabes de todas as coisas, me perdoe, por estar sendo chata deste jeito".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Encostou-se no assento e fechou os olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115151949909643227?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115151949909643227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115151949909643227&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115151949909643227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115151949909643227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/06/captulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115151392976541867</id><published>2006-06-28T09:57:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T09:58:49.776-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 2</title><content type='html'>Kelly era uma garota que, apesar de não ser linda, esbanjava sensualidade. Luiza sempre se sentia mal por sentir uma repulsa pela garota, porém, era impossível tentar se aproximar, pois quando chegava algum garoto por perto, Kelly mudava sua maneira de agir e de falar com Luiza.&lt;br /&gt;O culto fora uma benção. Com algum esforço, Luiza conseguiu prestar atenção em cada palavra. Tinha sido difícil não tentar escutar as coisas que Kelly sussurrava no ouvido de Alan a todo minuto. Na oração final, se sentiu feliz em perceber que tinha dado prioridade para a palavra de Deus.&lt;br /&gt;Quando o culto terminou, Luiza virou-se para ver se Alan estava por lá, mas se deparou com o casal abraçado. É...Kelly era rápida mesmo...&lt;br /&gt;- Que droga, hein?! Resmungou para Claudia.&lt;br /&gt;- Espera aí, Lú! Eu sou muito mais você! Cláudia sempre disposta a ajudar amiga respondeu.&lt;br /&gt;- Lógico, você é minha amiga, né?!!!&lt;br /&gt;- Não, essa menina não tem compromisso nenhum com o Senhor, e o Alan sabe muito bem disso.&lt;br /&gt;- Sei, mas são essas que eles preferem.&lt;br /&gt;- Não, não. Eles preferem só pra ficar brincando, mas tenho certeza de que o Alan não é um desses.&lt;br /&gt;Luiza resolveu não dar muita bola ao assunto, já que conhecia bem o comportamento de Kelly e Alan parecia bem atencioso com todos a sua volta. Com isso, voltaram a conversar animadamente, descendo&lt;br /&gt;as escadas da igreja.&lt;br /&gt;- Ei duas, aonde vão tão felizes? Alan se aproximou delas.&lt;br /&gt;- Nós estamos na casa do Senhor, quer lugar melhor para ficarmos alegres? Respondeu Claudia.&lt;br /&gt;- Definitivamente, não. Vocês têm toda razão.&lt;br /&gt;- E aí, Alan. Que história é essa de sentar no culto com a Kelly, esqueceu das velhas amigas é?&lt;br /&gt;Luiza tentava esconder a risada. Sua amiga era muito cara-de-pau.&lt;br /&gt;- Lógico que não, meninas. E exatamente por isso, estou aqui para convidá-las para sair agora.&lt;br /&gt;- Bom, pra mim está ótimo, e para você Lú?&lt;br /&gt;Antes que Luiza pudesse responder, o irmão de Claudia apareceu cheio de bíblias na mão pedindo ajuda a irmã para levá-las até a sala do departamento infantil. Claudia seguiu o irmão deixando Luiza sozinha com Alan.&lt;br /&gt;- E aí? Você tá afim? Alan indagou.&lt;br /&gt;- Vou sim. Respondeu um pouco seca, meio que tentando chamar a atenção do rapaz. Queria que ele percebesse e pedisse desculpas, e a abraçasse e...&lt;br /&gt;- Que bom, a gente tem muita coisa para conversar, tenho que te contar tantas novidades. Alan respondeu sem notar as expectativas de Luiza. Mesmo assim, Luiza se sentiu mais animada com a perspectiva de conversar durante a noite com o rapaz.&lt;br /&gt;Para a infelicidade de Luiza, Kelly apareceu.&lt;br /&gt;- Oi, Lú!!!&lt;br /&gt;- Oi!!!, respondeu tentando se mostrar tão empolgada quanto a outra garota.&lt;br /&gt;- A galera vai ao Açaí, vamos?? Alan perguntou para Kelly, segurando a pontinha dos dedos da garota. Luiza lutou contra o ciúme. Não queria que isso transparecesse de jeito nenhum.&lt;br /&gt;"Eu não acredito que isso vai acontecer comigo. Eu estava tão bem antes de você aparecer, Alan!"&lt;br /&gt;- Eu A-DO-RO Açaí - disse Kelly, com um sorriso enorme.&lt;br /&gt;- Que bom Kelly! Eu também vou. Quer ir no meu carro? Alan se ofereceu.&lt;br /&gt;- Claro. Eu estava mesmo sem carona. Mas...como vou fazer pra voltar pra casa?&lt;br /&gt;- Pode deixar que eu te levo - disse Ana, que tinha acabado de entrar na conversa.&lt;br /&gt;Foram andando para os carros e Luiza quis ver a reação de Alan em relação à Kelly. Perguntou sarcasticamente:&lt;br /&gt;- Ué, Alan, por que você não leva a Kelly de volta pra casa?&lt;br /&gt;- Você acha que eu devo? Vou falar com ela. Espera um pouco aí. Alan andou em direção a Kelly e Luiza notou a alegria da moça quando o rapaz fez o convite.&lt;br /&gt; "Ai, Luiza!!!! Eu não acredito que ele vai fazer isso! Por que eu não fico de boca fechada!!!"&lt;br /&gt;Claudia se encostou em Luiza com uma cara de espanto:&lt;br /&gt;- Eu não acredito que você fez isso!!!&lt;br /&gt;- Mas como eu ia adivinhar que ele iria aceitar a sugestão?!?&lt;br /&gt;- É...realmente, por essa eu não esperava&lt;br /&gt;Depois de contar a história para Ana, chegaram à conclusão de que ele poderia estar fazendo charme.&lt;br /&gt;Tudo correu bem durante a noite. De vez em quando, Alan olhava na direção de Luiza. Ele estava lindo, na opinião da garota, vestindo uma camisa florida e jeans meio surrado.&lt;br /&gt;A semana passou rapidamente. Luiza estava muito atarefada com o trabalho. Naquela semana, suas crianças fizeram três apresentações de jazz, o que a deixou morta de cansaço.&lt;br /&gt;- Alô? Oi Clau!&lt;br /&gt;- Lu, o pessoal vai a um culto na casa do Edu e depois a gente tá a fim de uma pizza. Vamos?&lt;br /&gt;- Claro. O Paulo vai?&lt;br /&gt;- Of course, honey!! Por que você acha que já estou com quilos de creme no cabelo. Será que hoje ele vai me dar mais atenção? No domingo ele falou que.......&lt;br /&gt;Ficaram conversando por meia hora, quando tiveram que desligar para se arrumar. O culto foi uma benção. Os meninos tocaram e Luiza sentiu o Espírito Santo bem presente. Após longas discussões em relação à pizzaria que deveriam ir, acabaram por escolher uma maravilhosa, bem agitada, mas aconchegante.&lt;br /&gt;Alan estava com a expressão preocupada. Parecia que ninguém havia percebido. Luiza já estava conseguindo diferenciar suas feições.&lt;br /&gt;- “Acho que é de tanto olhar pra ele” , pensou.&lt;br /&gt;Luiza tinha observado que Alan estivera orando na hora do apelo. Kelly tinha ido até à frente e, mais uma vez, Luiza se sentiu enciumada.&lt;br /&gt;- Tá tudo bem com você? Luiza tomou coragem e resolveu perguntar. Todos estavam na maior discussão, dessa vez, em relação a quantas pizzas iriam pedir.&lt;br /&gt;- Tá – respondeu o rapaz. Luiza levantou a sobrancelha, como que dizendo “ah-han”. Alan deu risada. Não adiantava disfarçar. Luiza sabia que ele estava preocupado.&lt;br /&gt;- Tá bom...eu estou preocupado com a Kelly.&lt;br /&gt;- O que tem ela? Luiza perguntou num impulso.&lt;br /&gt;- Vocês precisam ajudá-la. Ela tem passado por problemas familiares, por isso é tão carente. Ela precisa de amigas.&lt;br /&gt;- Mas ela é tão...&lt;br /&gt;- Eu sei, Lú, mas Deus tem me tocado muito em relação a essas pessoas. A gente precisa orar por elas. Deus tem colocado no meu coração um amor pelas pessoas. Eu sei o que é se sentir sozinho. A gente se agarra nas pessoas – Alan parou para tomar um gole de refrigerante. Ficou pensativo por alguns segundos, mas Luiza continuou virada para o garoto, querendo que ele continuasse.    &lt;br /&gt;- Na Polinésia, eu fiquei com muitas mulheres, mas não por amor, e sim, por necessidade de estar com alguém. Isso fazia com que eu me sentisse muito mal.&lt;br /&gt;Luiza foi pra casa pensando no que ele falara, se sentindo culpada, triste e enciumada por ele dizer que já tinha ficado com muitas mulheres, mas o pior foi o tapa na cara. As meninas também se sentiram mal com isso. No outro dia, Luiza não se sentia melhor. Estava mal por saber que teria que ligar para a garota e se sentia pior quando percebia que se Alan não tivesse falado tudo aquilo para ela, não teria dado a mínima aos sentimentos de Kelly. Resolveu ligar para a garota.&lt;br /&gt;- Alô? Bom dia. A Kelly está?&lt;br /&gt;- Só um minuto. Kellyyyyy, telefone!!!&lt;br /&gt;- Pode desligar aí embaixo, eu já atendi. Alô!!!&lt;br /&gt;- Oi, Kelly, é a Luiza.&lt;br /&gt;- Oi, Lú, o que está acontecendo para você me ligar? Perguntou a garota desconfiada.&lt;br /&gt;- É, eu sei que é estranho, principalmente por nós não termos um contato mais próximo, só que eu reparo nas pessoas, e andei percebendo que você anda muito distante da igreja, quando está no culto parece que nada te toca, tá acontecendo alguma coisa? E o Alan me contou...&lt;br /&gt;Inesperadamente, Luiza escutou Kelly chorar, como se ela tivesse tocado num assunto muito delicado.&lt;br /&gt;- Desculpa Lú - deu uma pausa e continuou – sabe..., as coisas aqui em casa não andam muito bem, meu irmão anda aprontando coisas horríveis, nem parece aquele menino que a gente via louvando na igreja com tanto fervor. Minha mãe não está muito bem da saúde, então muitas das coisas que acontecem, eu evito contar para ela.&lt;br /&gt;O pai de Kelly havia falecido quando ela tinha 5 anos desde então por ela ser mais velha, ficou com muitas responsabilidades.&lt;br /&gt;- Com tanta coisa acontecendo, eu sinto como se Deus houvesse esquecido de mim, aqueles que eu pensava que eram meus amigos se afastaram, e não encontro mais conforto na igreja. Sabe, ninguém me ligou depois de eu ter ficado uns tempos sem ir aos cultos, onde estavam os que se diziam meus amigos, irmãos?&lt;br /&gt;- Kelly, me desculpe, eu não sabia de nada disso que estava ocorrendo, e vou ser sincera, percebi sua ausência, mas não me importei, sempre te achei uma pessoa...sei lá..., a popular da igreja. Mas, agora, te ouvindo falar desse jeito, percebi que só era aparência, talvez fosse o seu modo de esconder os problemas que está passando, mas nesses últimos dias você não está conseguindo mais esconder sua tristeza.&lt;br /&gt;- É, chega um momento que os problemas são tantos que você não tem mais força pra nada.&lt;br /&gt;- Olha Kelly, eu só posso te dizer uma coisa: Deus nunca se esqueceu de você, pelo contrário, ele cuida de você dia e noite, mesmo que, para você, isso pareça não estar acontecendo. Não deixe que esses problemas façam você se afastar de Deus, Ele é a tua força. Ele é fiel, e se você orar entregando seus problemas, Ele fará o resto, pode ter a certeza disso. É difícil? É, mas Ele é a nossa única esperança. Não tente fazer as coisas com suas mãos. Deus é quem vai te encaminhar e direcionar sua vida.&lt;br /&gt;- Lú, muito obrigada, eu precisava ouvir uma palavra assim, muito obrigada mesmo.&lt;br /&gt;- Para isso que são seus irmãos em Cristo. Aproveitando a ligação, amanhã é o aniversário do Edu, tá a fim de ir?&lt;br /&gt;- Eu não sei, sabe...eu acho que esse pessoal não vai muito com a minha cara.&lt;br /&gt;- Quando eles te conhecerem realmente, eles vão te amar, e eu vou estar lá. Quer melhor companhia?&lt;br /&gt;- Há, você é modesta, hein? Tá OK, você passa aqui?&lt;br /&gt;- Tá certo, beijos!!!&lt;br /&gt;- Beijo.&lt;br /&gt;Luiza se espreguiçou e levantou para tomar café muito feliz. Enquanto se trocava, falava com Deus:&lt;br /&gt;- "Senhor me perdoe por ter tirado conclusões antecipadas, agora vou me dedicar em orar pela Kelly e sua família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, Ana chegou na casa de Luiza. Iriam se arrumar juntas para o aniversário de Edu.&lt;br /&gt;- Pois é, Ana, então foi isso. Ela é muito bacana. Acho que quando ela se envolver mais com a gente, vai deixar o Alan sossegado.&lt;br /&gt;- Ê...interesse.....&lt;br /&gt;- Tô brincando. Gostei muito dela. Acho que ela se encaixaria perfeitamente no nosso grupinho. Sempre cabe mais uma.&lt;br /&gt;- Liga pra Clau vir pegar a gente aqui. Não vou poder ir de carro. Falei para Kelly que poderia, mas não vai dar. A gente passa na casa dela depois, ok?&lt;br /&gt;- Ok. Enquanto ia pegar o telefone, Ana se desesperava: - Meu Senhor, me ajude!!! Que roupa eu ponho? My God!!!! Esse Edu me deixa louca!!!!!&lt;br /&gt;- Iuhuuuuuuuuuuuu, hoje vocês se resolvem!!!! Luiza estava empolgadíssima por ela e pela amiga. Ficaram rindo e se arrumando até ouvirem a buzina de Clau, que não agüentou esperar e subiu para ver como elas estavam.&lt;br /&gt;- Tcharammmm!!!! Como estou? Disse Claudia em um salto, entrando no quarto.&lt;br /&gt;- Que arraso. O que você fez no cabelo?&lt;br /&gt;- Gostou? Eu passei uns cremes que eu inventei. Ficou legal né?&lt;br /&gt;- É...parece que tá mais claro!&lt;br /&gt;- Acho que foi o ovo com a camomila.&lt;br /&gt;- Credo!&lt;br /&gt;- Como será que tá o cabelo da Mel? Ela ia enrolar.&lt;br /&gt;- Deve estar lindo. Ela já tem um jeito meio exótico. Com o cabelo frisado, deve estar show!&lt;br /&gt;Mel era uma garota que havia chegado na igreja uns anos atrás. Era extremamente linda. Sua pele era morena, bronzeada, seus cabelos eram negros e compridos. Quando deixava enrolado, parecia que tinha secado ao sol. Ficava lindo.&lt;br /&gt;- Vocês querem parar de ficar falando assim? Tá todo mundo se empetecando para fisgar os meninos... Luiza reclamou.&lt;br /&gt;- Ué? Só por que você está louca de paixão pelo Alan, a gente não pode mais sonhar é?&lt;br /&gt;- Quem sabe hoje ele não te olha daquele jeito que olhou na pizzaria de novo? Claudia a provocou.&lt;br /&gt;Luiza congelou por um segundo relembrando aquele olhar fixo nos seus. Queria desesperadamente conversar com ele, sentir seu cheiro, olhar aquele sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115151392976541867?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115151392976541867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115151392976541867&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115151392976541867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115151392976541867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/06/captulo-2.html' title='Capítulo 2'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30162130.post-115108476195485704</id><published>2006-06-23T14:29:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T09:43:39.600-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>- Eu não acredito!!! Olha quem está aqui!&lt;br /&gt;       O barulho tomou conta da rampa da igreja. Todos conversavam alegremente quando um rapaz alto, bronzeado e charmoso entrou. Depois disso, a alegria foi geral. Todos da turma falavam ao mesmo tempo. Cada um perguntava alguma coisa, todos correram para abraçá-lo. Fizeram muita festa ao revê-lo. Os introdutores e porteiros da igreja correram para ver o que era.&lt;br /&gt;       Alan estava de volta. Desde pequeno, morava em Ubatuba, porém, aos 14 anos, havia se mudado para a Polinésia. Morar lá, sempre tinha sido um sonho para ele e agarrou a oportunidade quando descobriu o concurso de surf dos sonhos e ganhou bolsa para continuar seus estudos lá.&lt;br /&gt;       Aos poucos, a euforia passou e pôde-se ouvir claramente o que cada um perguntava.&lt;br /&gt;- Cara, como você tá mudado. Cresceu hein?! – disse Paulo, um de seus grandes amigos. Paulo era um rapaz alto e magro. Por onde passava, brincava com alguém e fazia questão de falar com todos, especialmente com os idosos. Todos os senhores da igreja o amavam.&lt;br /&gt;- Pois é... pegar onda é melhor que malhar – disse Alan com um sorriso de lado. Tudo bem com vocês? Puxa, quantos anos! Passou rápido demais! Parece que foi ontem.&lt;br /&gt;- E aí, cara? Conte tudo!, continuou Paulo.&lt;br /&gt;- Ah... é muita coisa pra falar - Alan disse fingindo um cansaço exagerado. Só sei que tudo foi ótimo porque acabou como acabou. Seu eu não tivesse me acertado com Deus, provavelmente não estaria aqui agora. Deus me pegou de jeito, viu? Só por Ele mesmo. Mas... vamos sair com mais tempo, aí, eu posso contar cada detalhe.&lt;br /&gt;Olhou para Luiza e deu uma risadinha.&lt;br /&gt;- Hei, você está bem, hein?! Deu uma boa emagrecida...interessante – disse Alan sorrindo.&lt;br /&gt;Luiza se lembrava bem dele de quando eram pequenos. Alan era uma praguinha e Luiza era gordinha e usava óculos.&lt;br /&gt;"Só por que é bonito pensa que pode tirar uma com a minha cara...bota bonito nisso..."&lt;br /&gt;Luiza começou a pensar e sonhar, mesmo se sentindo irritada com o comentário. Nem percebeu que com seus pensamentos, acabou não respondendo ao comentário de Alan.&lt;br /&gt;- Olá...não vai responder, já te deixei atordoada? Alan respondeu falando baixinho, de uma maneira que apenas a garota ouvisse e provocando-a com sorrindo com ar de quem sabe o que está falando.&lt;br /&gt;Luiza apenas deu um sorrisinho, como que dizendo: como você é sem graça. Alan se virou para o resto da turma e cumprimentando a todos, se despediu:&lt;br /&gt;- Bom, galera! Só passei pra falar um oi rápido. Vou ficando por aqui. Acho que não fui bem-vindo para alguns...&lt;br /&gt;Era claro que Alan estava brincando com Luiza. Sempre brigavam quando eram pequenos. Ao passar pela garota, falou só pra ela:&lt;br /&gt;- Vê se se recompõe amanhã...&lt;br /&gt;Luiza cedeu e sorriu de forma simpática, caindo na brincadeira.&lt;br /&gt;Durante a tarde, Luiza se recordou de bons momentos de sua infância. Rever Alan a fez lembrar de antigas sensações. Chegou em casa, procurou pelos álbuns de fotos. Sorrindo, olhou para cada uma delas. Deu risada ao ver o vestido quadriculado que sua mãe usara na sua formatura do prézinho. Naquele ano, Luiza havia quebrado o braço quando brincava justamente com Alan. Na sua grande formatura, teve que ir de braço engessado.&lt;br /&gt;Após uma hora vendo as fotos, viu que já estava na hora do culto da noite. Tomou banho e aguardou as amigas que passariam em sua casa para se arrumarem para o culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tô falando sério!!! Como um cara pode ser tão cheio de si e tão maravilhoso ao mesmo tempo? – disse Luiza sentada em frente à penteadeira e passando rímel nos cílios. Seus olhos tinham uma cor de mel e sempre que passava rímel, seu olhar ficava bem realçado. Luiza se sentia atraente assim.&lt;br /&gt;- Huuummm, parece que alguém tá começando a se apaixonar...., brincou Ana, sua amiga de cabelos lisos e curtinhos.&lt;br /&gt;- Mas, fala verdade...ele não é assim?&lt;br /&gt;- Ele pode até ser, mas para a gente, que não conheceu ele desde tão pequeno, o choque não é tão grande...eu me lembro dele com uns 13 ou 14 anos. É claro que ele ainda era menino, mas já estava maiorzinho.&lt;br /&gt;- É, Lú...você tinha a imagem de um menino que brincava na rua com o boné de lado. Agora, depois de tanto tempo, ele aparece desse jeito – completou Claudia que também estava terminando de se arrumar, penteando seus longos cabelos.&lt;br /&gt;Claudia tinha razão. Luiza se lembrou das fotos que vira no dia anterior à tarde, Alan era mesmo um menino quando se mudara para a Polinésia e, com 14 anos, mesmo já se desenvolvendo, Luiza ainda o via como criança.&lt;br /&gt;- Bom...o papo tá bom, mas vamos nos apressar. A gente vai se atrasar para o culto - disse Ana que estava ajeitando o brinco que teimava em virar do lado contrário.&lt;br /&gt;- Como sempre – disseram Luiza e Claudia ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luíza estava vestida com sua calça jeans nova que ganhara de sua mãe, a camisa branca que sempre usava e uma jaqueta que a fazia se sentir bonita e moderna. Logo que saíram do carro, seu coração bateu mais forte. Lançou um olhar significativo para suas fiéis amigas que também estavam preocupadas com seus respectivos "peixes", prontas para lançar a rede.&lt;br /&gt;Alan se aproximou delas sorrindo:&lt;br /&gt;- E aí, meninas, tudo bem?&lt;br /&gt;- Oi Alan. Tudo bem. Já se “achou” aqui na terra dos mortais? – perguntou Ana.&lt;br /&gt;- Terra dos mortais? Essa é boa – respondeu Alan sorrindo. Tô me “achando” aos poucos. Tenho muita coisa pra arrumar ainda. Não mexi em nada. Até agora, só visitei parentes...&lt;br /&gt;- Ahn...e...por acaso, você viu se o Paulo já chegou? Claudia estava apaixonada por Paulo, o baterista da igreja. E nem deu muita bola para o que Alan estava falando. Luiza deu risada da coragem da amiga.&lt;br /&gt;- Já. O Edu e o Ricardo também já estão lá dentro – respondeu Alan rindo também e olhando para Luiza.&lt;br /&gt;- Que ótimo, Claudia respondeu sem sentir vergonha por admitir que realmente queria encontrá-lo.&lt;br /&gt;- E você Ana? Como estão as coisas entre você o Edu? Ainda amarradona nele, pelo jeito. Alan sorria enquanto falava e Luiza se sentia muito atraída por aquele sorriso&lt;br /&gt;- Um dia eu chego lá – respondeu Claudia sorrindo.&lt;br /&gt;- Então, quer dizer que só a Luiza vai ficar sozinha?&lt;br /&gt;As meninas se olharam e como se falassem com os olhos, disfarçaram sorrindo e começaram a arrumar desculpas e sair de fininho.&lt;br /&gt;“Não acredito nisso...tudo bem que queria ficar sozinha com ele, mas...bem agora! Que ridículo...a única por quem ninguém tem interesse”.&lt;br /&gt;- Por que você não tá namorando? Nenhum cara consegue te agüentar ou você ainda tá esperando o príncipe aparecer?&lt;br /&gt;- Há-há-há...como você é engraçado Alan. É claro que eu tô esperando pelo cara certo.&lt;br /&gt;- E como seria esse cara certo?&lt;br /&gt;- Hummm...ele teria que ser cavalheiro, gentil, com um sorriso maravilhoso, bronzeado, alto e um corpinho em forma... – respondeu Luiza brincando com Alan.&lt;br /&gt;- É...esse cara se parece comigo – respondeu coçando levemente a cabeça.&lt;br /&gt;Luiza dava risada em ver como Alan era convencido e pensou muito na resposta que daria ao rapaz. Queria ter coragem pra falar: “É...é exatamente alguém como você que eu queria”, contudo, resistiu. Afinal, não era o tipo de garota que se deixava levar por emoções.&lt;br /&gt;- Deixa pra lá...não dá pra falar sério com você. Luiza estava chocada. O cara sabia quem era. Sabia do próprio charme. Por alguma razão, isso a atraiu mais ainda.&lt;br /&gt;- Não vai entrar para o culto?&lt;br /&gt;- Vou. Eu estava com saudade de tudo isso aqui, sabia?&lt;br /&gt;- Eu duvido muito, por que não deve ter nada melhor do que morar na Polinésia.&lt;br /&gt;- É bom, mas a gente sente falta de muita coisa.&lt;br /&gt;Luiza ficou a pensar no que ele poderia ter sentido falta. Lá, provavelmente, ele teria de tudo, inclusive sucesso com as garotas e com os caras mais populares.&lt;br /&gt;Caminharam em silêncio. Até cada um sentar em seu lugar. Para infelicidade de Luiza, Alan sentou do lado de Kelly.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30162130-115108476195485704?l=serieluiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serieluiza.blogspot.com/feeds/115108476195485704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30162130&amp;postID=115108476195485704&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115108476195485704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30162130/posts/default/115108476195485704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serieluiza.blogspot.com/2006/06/captulo-1.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Amana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08945337830813079403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
